Você é agente ou paciente na blogosfera?

O mundo é formado pelos que fazem acontecer e pelos que esperam que outros façam por eles. De que lado você está?

Na rede mundial dos blogs não é diferente. Existem milhões de blogs. Uma parte é produtora de conteúdo, publicando matérias bem elaboradas e artigos embasados. Não quer dizer que eles sejam imparciais; quer dizer que eles dão uma visão parcial (que é uma das boas características dos blogs) sobre fatos baseados no conhecimento e experiência do blogueiro e também na averiguação das fontes. Em compensação a isso, a maioria resume suas atividades em repassar o conteúdo produzido pelos outros. Isso é blogar?

Os blogs surgiram de diários pessoais, onde os autores “escreviam” sobre o que viviam e sentiam. A visão pessoal sobre um fato como a morte de um astro pop, a partilha de uma experiência obtida com um cliente ou uma análise detalhada sobre algo que ele aprendeu naquele dia na faculdade. Em todo caso, o blogueiro está dando sua impressão sobre o cenário onde está inserido, modificando assim a realidade com sua opinião, seja confirmadora ou contrária. Independente do partido que se tome, o blogueiro mostra atitude quando critica o que vê e não assume um papel passivo na história.

Por conta da facilidade da produção midiática, seja por profissionais ou “leigos” (alguém que escreveu mais de 300 artigos pode ser chamado de leigo no assunto?), atuar na blogosfera é fácil. Apesar de muitos jornalistas criticarem pejorativamente a apoderação do poder de comunicação por parte dos blogueiros, principalmente os mais famosos, o que tirou das mãos dos grandes jornais, revistas e emissoras de TV boa parte do poder de manipulação que eles deteram por longos anos, é uma coisa da qual não se pode mais escapar: enquanto existir esse recurso tecnológico, existirão pessoas dispostas a virar a noite digitando textos ferinos e ácidos sobre o que lhes der na teia.

Contudo, nem todos têm a criatividade e, mais do que tudo, vontade de criar, analisar, filtrar e divulgar o que entendem sobre o mundo. Se você costuma passear pela blogosfera sabe que a maioria dos blogs, principalmente de nicho, não produzem conteúdo ou produzem pouquíssimo. A quase totalidade das matérias que são encontradas nesses blogs vieram de outras fontes, das quais esses blogs dependem vitalmente. “Chupam” matérias de outros blogs, sites, portais e versões eletrônicas de revistas e jornais. Vivem de sugar e mal dão os créditos aos autores.

Mas, e os sites e portais de notícias?

Esses tipos de canais de comunicação têm seu propósito bem claro: são divulgadores de notícias. Foram feitos também com essa intenção. Mas não vivem só de retransmitir; os mais profissionais também têm jornalistas que redigem suas matérias para publicação regular. Eu me refiro aos sites ou blogs que apenas vivem à espera de que outros produzam material para então republicá-lo em seus endereços, sem se importar em agregar valor para entregá-lo ao visitante. É certo que todos precisam navegar na Internet para saber quais são os trend topics e ter inspiração para escrever. Em um ou outro caso também acabam repassando artigos quando isso realmente vale a pena. O ruim é fazer só isso, sem nenhum remorso e com a maior cara de pau, catando artigos aqui e ali sem inserir uma linha de personalidade.

Eu queria muito produzir artigos, mas não como fazer isso!

Calma, tudo é uma questão de prática. Veja minhas sugestões para quem tem dificuldade de escrever e publicar na Internet:

  • Treine: eu adoro escrever, mas nem todos tem esse prazer. Isso não quer dizer que esses não possam escrever com clareza e objetividade. Com bastante treino, consegue-se produzir textos com qualidade considerável;
  • Escreva sobre o que lhe interessa: se você gosta de surfe, Internet e corridas de carros, por que escrever sobre administração, política e educação financeira? Fale sobre o que gosta do jeito que gosta e verás que os textos fluirão como água do rio para o mar;
  • Não se reprima! Como diria a música, deixe solto e sem frear. Só pare de escrever quando achar que deve. Então volte e saia dando o acabamento e correções no texto. Essa é minha técnica preferida e sempre a uso na produção textual. Quando vejo que tenho 20 minutos para destilar o meu veneno, lasco os dedos para cima do teclado e digito sem parar. Depois, passo o pente fino na hora ou gravo o rascunho para arrematar posteriormente;
  • Leia, muito! Pegue revistas, livros, blogs, sites e leia-os. Eles embasam as informações que você está a inserir no texto e o deixam rico e verídico;
  • Ouça, muito! As melhores fontes são as pessoas. Uma conversa no metrô, com um colega na faculdade ou com a avó no almoço do domingo sempre rendem ótimos assuntos para artigos. O blogueiro não pode se resumir a sua única visão do mundo. Ouça os outros e suas opiniões. Debata com eles. Use os resultados para escrever histórias comoventes e gostosas de ler.

E você, é passivo ou ativo (no bom sentido da coisa)? Diga isso para todo mundo comentando neste artigo!

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Comentários: 2

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  • Realmente…..Há uma grande diferença entre um blog e um site….eu cuido de um site da igreja, e nela devo abster-me de opiniões pessoais do tipo (Eu acho que deveria ser feito isso) ou emoções (eu fiquei irritado quando vi isso,etc)….Atenho-me somente aos fatos e ponto….Já no blog….até palavrão (de vez em quando) a gente põe hehe…tudo é válido…se a pessoa não gostar, clica no “x” no canto da tela e procura outro blog que te agrade..simples….A receita do fracasso, como diz Bill Gates é querer agradar a todos….

     
     
     
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