Integração: o combustível para o uso de redes sociais

Por Bárbara Lobato

Há algum tempo vejo como o uso das redes sociais pode gerar momentos de glória, constrangimento e de declínio. E na política essa regra não poderia ser diferente. É preciso ter cautela com manifestações, não escrever em estado emocional alterado e procurar ser equilibrado em questões polêmicas.

A depender do atual posicionamento público, esse cuidado deve ser redobrado. O último posto aqui no Ponto Marketing foi sobre a gafe de uma funcionária que administrava o Twitter do Superior Tribunal Federal (STF). O assunto rendeu tantas ações que na ocasião o ministro César Peluzo ligou ao presidente do Senado Federal, José Sarney, para pedir desculpas – por atitude de terceiros.

O caso agora não difere de outros tantos: a ministra de Comunicação Social do governo federal, Helena Chagas (apartidária), retuitou no próprio Twitter frase de outra pessoa que criticava pessoas do governo e, inclusive do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Na manhã de domingo, o usuário Lourival Bonetti (@Bonettinterado) escreveu oito mensagens endereçadas à ministra. Os comentários, entre outras críticas, falavam dos altos salários de políticos.

A última mensagem de Bonetti foi retransmitida por Chagas aos seus 7.679 seguidores. O post dizia o seguinte: “Ganhar menos.que esta raça devoradora,políticos,como sarney,mubarak,kadaf,buch,lula,dirceu,genuino,me envergonham,que nojo.xau”.

Ao gerar um burburinho entre os internautas, tuiteiros e blogueiros, a ministra Helena Chagas, por meio da Secretaria de Imprensa da Presidência, disse que houve um “engano” e que a retransmissão não foi proposital. No microblog, escreveu: “Nunca tinha visto isso antes. (…) Tremenda bola fora, que só posso atribuir à minha total descoordenação motora”.

Remeto-me a este caso para defender o uso das redes sociais. Após episódios similares ou que pareçam entre si em outras proporções, várias pessoas deixam de usar a ferramenta. Não é o caminho. A ministra teve uma postura exemplar: de imediato se desculpou com os seguidores e, para atender a solicitação da imprensa, se pronunciou por meio do órgão oficial que atualmente trabalha.

Ora, se como seres humanos todos estão passíveis a deslizes, porque seria diferente em ferramentas que transferem para o mundo online as nossas atutudes diárias offline?

Postura corretísima da ministra: manteve o diálogo com os seguidores. Errou, e, em seguida, se justificou pelo equívoco. Participar de redes sociais é assim: ser mais social e agir de forma natural.

Pensar em rede social unicamente como ferramenta de modismo não é, claramente, integração. E isso é o combustível para dar partida na utilização destas ferramentas.

Leia mais artigos da Bárbara Lobato

Sobre Bárbara Lobato

Jornalista, pós-graduanda em Comunicação e Multimídia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO).

1 comentário

  1. [...] E isso é o combustível para dar partida na utilização destas ferramentas. Veja o original em: http://www.pontomarketing.com/comunicacao/integracao-o-combustivel-para-o-uso-de-redes-sociais/#ixzz… ou nos siga no Twitter: @pontomarketing Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial [...]

Deixe uma resposta




Marque para ser avisado de novos comentários via e-mail. Você também pode se inscrever sem comentar.