O novo velho dilema: impresso ou digital?

Por Paulo Oliveira

Na área de comunicação, em especial nos jornais, a migração ou implementação de distribuição de seus conteúdos através do meio online tornou-se uma realidade. A grande dúvida que surgiu com todo esse processo foi quanto à substituição do impresso pelo digital.

As redações passaram a se especializar no conteúdo online e versões para a web foram desenvolvidas também por revistas. O público abaixo dos 30 anos de idade começou a se adaptar à leitura de notícias na telinha do desktop, notebook ou smartphone.

Afinal, as mídias impressas sucumbirão às digitais?

Todo o investimento publicitário antes dedicado aos impressos agora divide verbas com o online. Isso mesmo, temos um novo cenário. Apesar da típica correria para produção dos materiais, vemos certa estabilidade nessa relação. Jornais e revistas estão trabalhando paralelamente as duas frentes.

E o que há de novo neste confronto?

Com os avanços e comodidades digitais, os e-reads adquiriram nova roupagem, mais versáteis, leves e funcionais, agora alavancando as vendas de e-books.

Um estudo realizado pelo diretor da empresa de consultoria Nielsen Norman Group, Jakob Nielsen, relata  em seu artigo que o tempo de leitura nestes aparelhos digitais é menor do que era no passado, mas não é menor do que quando se lê em papel. A usabilidade pode proporcionar uma leitura mais rápida, o que remete ao dinamismo que a web demanda, porém, a leitura de um livro, para alguns, é um momento de descoberta de um novo mundo, de relacionamento com a obra, e o elemento papel ainda faz parte deste contexto.

Quanto à adesão ao novo, ou rejeição ao velho, ainda não há definição. O importante é observar as tendências, estar antenado em quando, onde e como alcançar leitores ou consumidores. As estratégias de marketing devem prever os canais de acordo com a filtragem de público a que se destina, portanto, impresso, digital, ou para qualquer novo canal que venha a ser aberto, o modo de operação deverá ser adaptado no intuito de otimizar suas ações e alcançar seu objetivo.

Impresso ou digital: como você tem conciliado suas estratégias nesse confronto? Comente!

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Sobre Paulo Oliveira

Analista de marketing digital, procuro aliar estratégias do marketing à web 2.0 e todos os benefícios que a tecnologia pode agregar.

4 comentários

  1. Thomas Nickol disse: - Responder

    Os dois tipos de mídia existem paralelamente porque, como foi dito, existe público para os dois meios. A vantagem do meio impresso é a exposição, porém com a mídia online é possível alcançar nanonichos específicos sem desperdício de verba.
    O futuro dos meios dependerá dos leitores e suas exigências, e como a publicidade reagirá a isso.
    Acho que ja existe uma tendência.

    • Oi, Thomas!

      Realmente, apesar de haver uma demanda crescente para o meio digital, o impresso não morrerá tão cedo devido ao tamanho do seu público.

      Ficamos curiosos: qual a tendência que você percebe atualmente?

      Abraços!

  2. Até hoje, não foi inventada uma tecnologia que substitui o papel. No e-Ink do Kindle, falta cor. Na tela luminosa do iPad, falta conforto ótico. Assim, o papel ainda é competitivo como tecnologia. Nos próximos anos, porém, o e-Paper será lançado. E assim, cedo ou tarde, o papel será substituído. Mas me parece que o suporte é menos importante que a mensagem e que a grande questão não é papel ou digital mas, sim, como fazer conteúdo que engaja o consumidor usando novos recursos? É isso que vai determinar a quais veículos o leitor dedica seu precioso tempo e atenção. Mais sobre essa linha de pensamento aqui: goo.gl/hi88

    • Rodrigo,

      Muito pertinente sua observação. Conteúdo que provoque engajamento é cada vez mais levado em consideração agora que os meios modernos de comunicação permitem que isso aconteça com mais facilidade. Cabe ao comunicador estudar os receptores da mensagem e saber como cutucá-los.

      Abraços!

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