Profissão jornalista: cada um no seu quadrado?

Por Bárbara Lobato

Estava observando as atitudes e palavras de alguns colegas jornalistas há algum tempo. A revolta deles, precisamente, era em relação à obrigatoriedade do diploma. Assunto que, vamos combinar, já nem deve mais estar em pauta se alguém é a favor ou não. Neste caso, o que devemos fazer daqui pra frente é começar a debater a qualidade da nossa profissão. Mas em outro post prometo discutir aqui sobre o pedaço de papel que carrega nosso nome e formação.

Afinal, é o diploma que define o profissional que você é? Quantos colegas se formaram juntos, compartilharam o mesmo conhecimento, mas não têm aptidão para exercer a profissão? Ou então o pessoal da velha guarda, que fundou colunas nos jornais tradicionais e não tem diploma e exerce a profissão com tal maestria? São casos e casos, é claro. Mas tudo isso para falar que o profissional de comunicação precisa se renovar – e, gostaria de frisar, constantemente.

A cada dia mais fico certa de que o profissional de comunicação que ficar “fechado” no próprio “quadrado” desaparecerá. A web 2.0 e tudo que rodeia esse conceito mudou a forma de fazer comunicação. Aliás, mudou a forma como toda a comunicação se relaciona. A civilização está tomando todos os dias uma pípula de comunicação. Hoje todo mundo é um pouco jornalista.

E isso é uma ameaça ao profissional de comunicação? Muitíssimo pelo contrário! Os profissionais de comunicação estarão presentes e atuando lado a lado com a sociedade. Somos nós o responsáveis pelo olhar crítico, antropológico, argumentativo, de relevância, de edição, de foco e percepção. Sim, pois o colaborador capta a mensagem, mas trabalhar com ela é um papel fundamental do profissional de comunicação, que deve pensar como a informação será melhor aproveitada e, por consequência, gerar informação de utilidade pública à sociedade.

Se antes trabalhávamos com um modelo de comunicação unidirecional, hoje a realidade é bem diferente. Atualmente a comunicação é multidirecional e devemos entender muito bem essa mudança, caso contrário não estaremos preparados o bastante para o mercado. Ou pior, corre-se o risco de ficar isolado em meio ao turbilhão de ações, fatos e acontecimentos que hoje é o mundo da comunicação.

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Sobre Bárbara Lobato

Jornalista, pós-graduanda em Comunicação e Multimídia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO).

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