As pequenas empresas perdem por não usar os consultores
Por Gabriel Galvão
O que tenho observado no bairro onde vivo, no centro do Recife, não é realidade apenas da capital pernambucana. A rejeição que as pequenas empresas têm aos consultores empresariais é muito grande, ao mesmo tempo que é grande a perda delas por conta disso, tanto pelo pouco faturamento quanto pelos investimentos errados; tanto pela má gestão dos clientes quanto pela incapacidade de captação de novos; tanto pela péssima contabilização dos ganhos quanto pela gestão financeira desregrada. Enfim, perde-se mais não contratando os consultores que gastando em seus honorários.
Mas por que as empresas não querem os consultores?
Vários fatores contribuem para a rejeição dos consultores, mas posso citar alguns:
- Certos empresários acham que podem fazer o trabalho dos consultores na base do achismo, já que tocaram a empresa dessa forma desde sempre;
- Certos empresários acham que os consultores só entendem da teoria, mas nada da prática, e na prática tudo é diferente;
- Certos empresários acham que os consultores são arrogantes, chatos, cobram muito caro e vão falar coisas que eles já sabem.
Ruim com eles, pior sem eles!
Essa frase poderia ser aplicada nessa situação. Mas, na verdade, o certo seria dizer: “ruim sem eles, muito pior rejeitando-os“. O conhecimento empírico é altamente valorizado em detrimento do conhecimento acadêmico especializado dos consultores. Tem empresário que recebeu o negócio como herança do pai, que recebeu do avô, e considera que se uma coisa vinha sendo feita de uma determinada forma a gerações, deve permanecer dessa forma sempre.
Outro fator é o tal do “jeitinho brasileiro“. Improsivar, seja de qual forma for, é a melhor opção, pois a empresa é deles e eles podem fazer do jeito que lhes der na telha. Um exemplo: você já deve ter visto nesses mercadinhos simplórios ou em lanchonetes de bairro aqueles balcões refrigerados armazenando os produtos adequados, como refrigerantes, cervejas ou sorvetes, e também inadequados, como o almoço do atendente, uma garrafa de água para consumo interno ou coisas piores. Para o cliente causa estranheza, mas para o empresário empirista é algo mais que normal, pois o balcão nada mais é que uma geladeira diferente, e não um expositor de produtos que precisam de refrigeração.
Como resolver isso?
É válido o trabalho de conscientização e sensibilização que muitos consultores especializados em pequenos negócios vem fazendo. Isso não só abre mercado para os consultores como também ajuda as micro e pequenas empresas a sobreviverem além dos fatídicos 5 anos de vida. As pequenas empresas são responsáveis por muitos empregos no Brasil, e por isso mesmo precisam de apoio profissional para permanecerem no mercado. Não tenha medo de consultores, eles são seus amigos!








Bom dia,
Adoro acompanhar a POnto Marketing e quero ser parceira. Sempre que possível publico e emito os artigos.
Sou publicitária e atuo com pequenas empresas no interior da Bahia. Um desafio e tanto, mas gosto muito.
Gisélle,
Já te mandei um e-mail com mais detalhes sobre isso. Aguardo resposta.
Abraços!