Consultor é consultor, bombeiro é bombeiro

Por Gabriel Galvão

Quando me disseram que consultoria não é trabalho para qualquer um, não acreditei. Agora vejo que é verdade.

É muito mais fácil prestar serviços de consultoria quando tudo conspira a favor do consultor, seja no tempo, na disponibilidade do cliente ou nos parceiros envolvidos. Acontece que esse cenário perfeito só ocorre a cada milênio. Na maioria dos serviços de consultoria, o profissional deve ter habilidade para lidar com as situações mais adversas e inesperadas.

Isso aconteceu comigo recentemente e um parceiro de trabalho ajudou para que a ação planejada pudesse ser realizada. Não fossem os contatos, parte do planejamento teria de ser refeita. E nem foi a pior das situações. Apagar incêndios acaba sendo também atribuição do consultor.

Mas não estou dizendo que trabalhar constantemente sob tensão seja bom. Na verdade, o consultor deve cuidar para que as situações de desespero e urgência sejam poucas e a maioria das ações planejadas seja concluída como foi pensada. Para isso, é recomendável:

  • Planejar junto com o cliente: mesmo que o cliente não tenha disponibilidade para ficar algumas horas junto com o consultor, ele deve participar do planejamento no começo, meio e fim. Isso evita que sejam elaborados planos em situações que não correspondem à realidade do cliente;
  • Replanejar: nenhum planejamento está terminado; ele deve ser repensado toda vez que houver algum evento que possa interferir nele negativa ou positivamente;
  • Monitorar o cliente: não basta fechar contrato, começar a trabalhar e deixar o cliente “solto”. O consultor deve acompanhar a reação e desenvolvimento do cliente para que a ação realizada tenha o resultado que ambas as partes querem;
  • Don’t panic: se algo deu errado ou não pode ser feito, não se desespere. Converse com as pessoas envolvidas e pense em caminhos alternativos. Dependendo do imprevisto, pode até ser que o inesperado seja positivo e melhore os resultados almejados.

Lembre-se: bombeiro é bombeiro, consultor é consultor. Apagar incêndios e salvar gatinhos do alto das árvores não pode ser sua rotina.

Sobre Gabriel Galvão

Administrador habilitado em marketing, consultor de marketing, desenvolvedor de sites e blogs, editor do blog e palestrante.

1 comentário

  1. [...] a destinar parte do faturamento para investimentos em propaganda e marketing, interno ou externo. Apagar incêndios a cada 4 meses não tira nenhuma empresa do sufoco, apenas é um [...]

Deixe uma resposta




Marque para ser avisado de novos comentários via e-mail. Você também pode se inscrever sem comentar.