1000 dias para a Copa do Mundo 2014: vai dar tempo?

Por Gabriel Galvão

O maior evento esportivo do mundo está a 1000 dias de começar. O Brasil tem nas mãos uma oportunidade rara de mostrar que ainda pode ser considerado, pelo menos para alguns casos, o “país do futuro”, como dizia Zweig. Contudo, o risco percebido de obras importantes para a Copa do Mundo de 2014 não ficarem prontas do jeito que constam nos projetos nos faz pensar: e se a gente entregar para o mundo uma Copa “meia boca”, como vai ficar nossa cara?

Pessimista? Eu? Não, realista.

Estamos no Brasil e se você é tão brasileiro quanto eu sabe que agilidade e cumprimento rigoroso de prazos não é o forte das nossas autoridades. Só que uma coisa é o atraso de umas duas semanas para terminar o calçamento de uma rua, por exemplo. A gente dá um “jeitinho brasileiro” e espera. Acontece que na Copa do Mundo não pode haver atraso nem de duas horas, muito menos de dois dias ou duas semanas. Mas parece que os responsáveis por tudo não têm esse senso de urgência todo.

Copa do Mundo é vitrine para o planeta

O que acontece de errado em eventos internacionais mancha o nome de todo um país. Dependendo do erro, a mancha pode demorar pra sair. Para o Brasil, entregar a Copa “nas coxas”, na pressa e na pressão, pode gerar grandes falhas administrativas e de organização. Seria vergonhoso demais, ainda mais para o dito país do futebol.

Superfaturamento, desvio e outras mutretas

Já tem um monte de gente de olho no momento certo para superfaturar obras, desviar recursos e praticar outros tipos de sacanagem. É que se as obras atrasarem e ficarem muito próximas do prazo para entrega (alguém duvida que isso possa acontecer?), a licitação de obras poderá ter suas regras afrouxadas, e é nesse momento que começa a zona. O que vai aparecer de gente que ficou rica da noite pro dia não será brincadeira.

Temos o dever de cobrar

Além da questão “evitar uma vergonha internacional”, também há o quesito “garantir um espetáculo de futebol”. O governo lançou o Portal da Copa do Mundo 2014, onde, espero, todo andamento da preparação para o evento estará sendo reportado para a população. Mesmo assim, creio que temos o dever de encher o saco das autoridades cobrando constante e insistentemente que tudo ande nos eixos. As redes sociais são ótimas formas de divulgar para a web o que acontece no seu bairro ou cidade. Contudo, só o poder da massa gera impacto. Se todo mundo se comprometer a ser um fiscal chato e insistente, aumentam nossas chances de podermos curtir um bom jogo da nossa seleção na Copa do Mundo.

Sobre Gabriel Galvão

Administrador habilitado em marketing, consultor de marketing, desenvolvedor de sites e blogs, editor do blog e palestrante.

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