3 coisas que algumas empresas fazem para explorar o cliente
Todas as empresas precisam vender, inclusive as que não têm fins lucrativos. Todas elas precisam faturar, seja em dinheiro vivo, seja em doações. Sem o faturamento, as empresas não sobrevivem. Vendas são o alimento da empresa.
Mas alguns gestores de empresas levam o faturamento muito, mas muito a sério. Vender é preciso, mas respeitar o cliente também. Uma venda é bem feita quando existe satisfação em ambas as partes. O que acontece é que tem empresa que sempre dá um jeito do cliente pagar mais sem dar a contrapartida, colocando-o numa situação constrangedora e desfavorável.
Sendo assim, resolvi apontar 3 truques muito usados por algumas empresas para tirar o máximo do cliente de forma predatória e desleal.
1 – Dividir o produto básico várias em partes para faturar mais
Já contei que fui numa cafeteria muito boa, mas que não serve um copinho de água com gás junto com o expresso apenas para forçar o cliente que deseja degustar o café a gastar mais? As melhores cafeterias servem um pouco desssa água para que o cliente possa preparar seu paladar e saborear o café adequadamente. Mas a franquia, de forma esperta, separou a tradicional dupla “café expresso e copinho de água com gás” para que o cliente tenha de comprar uma garrafa inteira (que nem sempre vai tomar toda) e gaste o dobro do que gastaria normalmente. Isso ocorre não só com estabelecimentos de fast-food. Outras empresas seguem a mesma lógica e colocam o cliente numa sinuca de bico.
2 – “Este é o preço de ‘à vista’, senhor”
Toda vez que vou ao comércio recifense comprar algum bem durável, como uma tv, eu sempre pergunto quanto de desconto que o estabelecimento pode me dar. Alguns diminuem o preço quando falo que pagarei à vista, mas outros vem com uma conversa de “é um preço só para pagamento à vista e à prazo”. Mas pense o seguinte: prevendo que muitas pessoas querem pagar no crédito do cartão, o lojista já inclui a taxa do cartão no preço, que é mais ou menos 5% do valor. Isso significa que, quando você pede para pagar à vista mas não recebe desconto, você está pagando 5% a mais do que deveria. Isso acontece em todas as lojas de departamentos (C&A, Riachuelo, Renner e companhia), que nunca dão qualquer desconto se você pagar pelo produto na hora. Na sua visão, isso é uma “puta falta de sacanagem”?
3 – Os famosos 10% da taxa de serviço
Tenho certeza que você já caiu nessa pegadinha, uma vez ou mais. Funciona assim: você vai até um restaurante, pede algo para comer e algo para beber. O garçom traz, te serve e tudo mais. Tudo bem, isso é obrigação dele, já que é pago para tal. A surpresa vem quando você vai pagar por isso: se sua conta daria R$ 100,00, na verdade você vai pagar R$ 110,00, por conta de uma misteriosa “taxa de serviço”. Peraí, o garçom não recebe um salário fixo para realizar o serviço? Então, por que eu devo pagar a mais para ele fazer o que ele já é pago para fazer? Ou por acaso eu tinha a opção de ir até a cozinha e eu mesmo trazer meu pedido? Seria então uma “gorjeta obrigatória”, mesmo quando o garçom não merece? É só mais uma maneira do estabelecimento forçar o cliente a pagar mais por nada em troca.
Os mais rigorosos podem dizer: “O cliente não é obrigado a pagar por isso”. É, na maioria dos casos ele tem a opção de não se submeter aos casos citados acima e ir embora, mas nesse caso não está sendo considerado todo o esforço que o cliente fez para acessar tal estabelecimento, pesquisar preços e dispor do seu precioso tempo. Não se trata de preço, exatamente; trata-se de respeito ao cliente. Trata-se, principalmente, de mostrar ao consumidor que a empresa não está de brincadeira com ele e que valoriza toda atenção que ele entregou à loja, e não só seu dinheiro.
Se você é lojista e tem alguma artimanha para tirar mais do cliente, repense seus conceitos. Veja o que é mais vantajoso: se é ter um ticket médio maior numa venda casual ou um cliente fiel que vai dar preferência à sua loja por entender que você o respeita e o trata como um amigo.








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