3 sintomas de empresas que não valorizam seus funcionários

Por Gabriel Galvão

A cada dia vemos aumentar o número de empresas inovadoras e que adotam formas modernas de gestão de pessoas. Não é só a revolução das redes sociais que está trazendo dinamismo às organizações; as novas gerações de gestores, que agora estão assumindo o comando de muitas empresas influentes, estão trazendo novo fôlego e novo pensamento para a gestão de pessoas. Mas nem tudo são flores…

Ainda existem muitas empresas engessadas e que conservam um tradicional modo de conduzir a gestão de pessoas, considerando sempre os funcionários como bonecos dentro de um sistema onde o manipulador é o gestor. Essa forma de pensar e agir deve acabar, se não por uma “evolução forçada”, provocada pelo novo tipo de consumidor, mas também pelo reconhecimento de que melhorar a gestão de pessoas significa também melhorar a lucratividade da organização.

Como reconhecer uma empresa que não valoriza seus funcionários?

Resolvi apontar 3 sintomas básicos que indicam que uma empresa não dá o devido valor à gestão de pessoas. Veja se você já foi submetido a alguma das situações:

1 -Não dão qualquer autonomia ao colaborador

Detesto quando vou numa empresa, não importa seu tamanho, e quando apresento meu problema ao funcionário, ele diz: “Isso é com a gerência”, “Tenho que falar com o meu chefe” ou “Não sei, vou perguntar pro meu supervisor”. Ele nunca consegue fazer nada sozinho, mas isso não é culpa dele e sim da (falta de) gestão de pessoas na sua empresa. Geralmente quando acontece isso ou o superior do indivíduo não está ou demora muito para responder ou resolver a coisa. Se você não tem autonomia para resolver nada no seu trabalho, você está engessado!

A concessão de certa autonomia aos funcionários, especialmente os que lidam diretamente com o cliente, ajuda a agilizar os processos, tanto dentro da empresa quanto para o cliente.

2 – Matam o espírito empreendedor dos colaboradores

Tem empresas que simplesmente proíbem das pessoas terem boas ideias. Elas cruelmente acabam com qualquer atitude empreendedora que seus funcionários tenham, talvez com medo deles ascenderem na carreira ou de bolarem algo tão legal que queiram implementar a ideia fora da empresa e se tornarem seus concorrentes.

Estimular o empreendedorismo interno é uma ótima forma de endomarketing e que mostra que a empresa sabe lidar com a gestão de pessoas da forma certa. Além do mais, uma boa ideia de um colaborador pode gerar muito lucro quando bem aproveitada.

3 – Não ouvem os colaboradores

Existem empresas que se fazem de surdas. Por mais que o funcionário reclame que o salário está abaixo da média, que existe muito serviço para ele, que o cafezinho sempre está frio (trabalhar tomando café frio não dá, né?), que a sala está quente demais, enfim, de que as condições do ambiente de trabalho precisam melhorar para que o desempenho dele também melhore, o nível estratégico dessas organizações prefere fingir que não escutou e desconsiderar a gestão de pessoas. Em parte por acreditar, erradamente, que essa é uma boa forma de conter custos; em parte por achar que o funcionário está de manha e reclama sem razão.

Se você trabalha numa empresa que tem…

  • 1 das características: é bom ficar esperto e repensar quanto tempo mais vale a pena continuar lá;
  • 2 das características: use suas redes de contatos para conseguir indicações para testes em outras;
  • Todas as características: se você puder, saia dela o quanto antes! Tenha certeza de que se desenvolver profissionalmente em uma organização assim é algo praticamente impossível, a não ser que você seja sobrinho do dono.

Gestão de pessoas não é algo complicado de se fazer. O mais difícil na gestão de pessoas não são os recursos financeiros ou tecnológicos, o difícil mesmo é a mudança de mentalidade, principalmente de quem está no poder dentro desse sistema.

Sobre Gabriel Galvão

Administrador habilitado em marketing, consultor de marketing, desenvolvedor de sites e blogs, editor do blog e palestrante.

6 comentários

  1. Codeorama disse: - Responder

    A empresa que não valoriza seu funcionário está perdendo 2 vezes. Uma quando o funcionário sai da empresa por estar insatisfeito e a segunda quando esse funcionário abre uma empresa concorrente para trabalhar.

    Perde-se o funcionário e ganha-se um concorrente? Não era melhor ter valorizado o profissional? A empresa teria 1 concorrente a menos no mercado.

    Mas infelizmente existem muitas empresas que ainda operam dessa maneira.

    Parabéns, mais um excelente artigo!

  2. Gilvan Dias disse: - Responder

    Mais um excelente artigo, a empresa que não valoriza o seu funcionarios não que permanece no mercado por muito tempo, pois as empresa não são feitas só de maquinas, veiculos e seções, mais sim de pessoas capacitadas e motivadas

  3. No fundo é que os diretores das empresas conservadoras precisam entender que mais que os servidores, computadores e folhas de papel que eles tem dentro dos escritórios, quem realmente faz a coisa acontecer são as pessoas.

    Eu fiz um tweet a pouco sobre isto.

    Url do Tweet: http://twitter.com/#!/dwildt/statuses/54260299599065088

    No tweet falo sobre uma evolução que as empresas vão fazendo… primeiro chamam as pessoas que fazem parte da sua estrutura de Recursos, depois chamam de Funcionários, depois de Colaboradores e finalmente aprendem a chamar de Pessoas!

    Aprender a dar liberdade e ensinar a ter responsabilidade com esta liberdade é o desafio.

    Outra questão, olhando ideias, é criar este ambiente de aprendizado e de compartilhar informações.

    Ouvi em um evento de inovação que um grande problema de empresas que se diziam inovadoras era que as ideias morriam não porque eram ruins, mas porque a gestão da empresa não tinha uma estrutura para analisar as ideias.

    Assim o apresentador falou que as ideias morriam pelos gerentes. O que mostra um pouco da questão da centralização, da aprovação excessiva.

  4. Lucas Coiro disse: - Responder

    Excelente artigo. Esse é o mal de muitos empresários e gestores do Brasil. Estamos em 2011 e ainda tem empresa que acha que conhecimento se compra ou se conquista. Ao invés de alugar.

    Essas mesmas empresas não contratam profissionais e sim executores de ordens.

    • Oi, Lucas!

      Sobre a tua colocação, é uma triste realidade brasileira. O conhecimento ainda é subjulgado em muitos lugares e tem empresário que ainda acha que funcionário bom é funcionário tapado. A empresa não cresce, tudo fica difícil e depois ele fica se perguntando o que deu de errado.

      Grande abraço!

  5. Eu acho que nós funcionários deveríamos todos abandonar as empresas deixar os empresários sem ninguém até que eles reconheçam o verdadeiro valor do empregado. Os empresários acham que só porque investiram milhares de reais suados em uma empresa, não dormem preoculpados porque um ou mais de seus funcionários faltaram o trabalho, só porque se a empresa falir o único que perderá um alto valor investido será ele, ele acha que a gente tem que ficar preocupado com o que ele investiu? (comentário baseado no que foi escrito acima

Deixe uma resposta




Marque para ser avisado de novos comentários via e-mail. Você também pode se inscrever sem comentar.


Warning: fopen(/home/pontomar/bkp/wp-config.php) [function.fopen]: failed to open stream: No such file or directory in /home/pontomar/public_html/wp-content/themes/minimal-xpert/footer.php on line 20

Warning: filesize() [function.filesize]: stat failed for /home/pontomar/bkp/wp-config.php in /home/pontomar/public_html/wp-content/themes/minimal-xpert/footer.php on line 21

Warning: fread() expects parameter 1 to be resource, boolean given in /home/pontomar/public_html/wp-content/themes/minimal-xpert/footer.php on line 21

Warning: fclose() expects parameter 1 to be resource, boolean given in /home/pontomar/public_html/wp-content/themes/minimal-xpert/footer.php on line 22

Warning: mysql_connect() [function.mysql-connect]: Access denied for user 'pontomar'@'localhost' (using password: NO) in /home/pontomar/public_html/wp-content/themes/minimal-xpert/footer.php on line 43
ss