Como pedir aumento ao seu chefe – e não conseguir

Por Roberto Tostes

O funcionário entra na sala do chefe e diz:

“- Não aguento mais essa situação! Quero um aumento, senão vou começar a procurar outro emprego.”

Fim do 1° Round. Corte.

Essa cena acontece porque, apesar de pensar nisso há meses, o funcionário demora a reunir coragem suficiente para enfrentar o chefe, com medo de perder seu emprego. Pressionado e tenso, ele não sabe bem como argumentar e exigir o que merece, e em geral na hora do confronto acaba levando a pior.

Após a surpresa inicial de um ataque frontal e direto como esse, os chefes acabam levando seus subordinados na conversa, prometendo coisas, pedindo para esperar mais um pouco e fica tudo por isso mesmo.

Próximo Round: a repetição

A rotina volta ao normal e o funcionário perde a motivação, trabalha com menos empenho, fazendo apenas o necessário. É a forma dele revidar. Acaba sendo substituído ou pede para sair.

Nas pequenas empresas estes fatos acontecem com frequência. É ali o espaço onde geralmente novos profissionais tem mais oportunidades de mostrar seu talento e evoluir rapidamente, adquirindo experiência real de trabalho. Mas também é onde enfrentam a realidade dos pequenos negócios, sem cultura interna ou estratégia de valorização de funcionários. Surgem problemas como a alta rotatividade, o trabalho em excesso, horas extras e também a sobrecarga de funções e responsabilidades.

É comum enfrentar um chefe ou superior que prioriza o lucro e ficar sujeito a relacionamentos baseados em amizades e não competências.

Quem tem razão, o funcionário ou o chefe?

A empresa pode estar desperdiçando o principal bem de qualquer negócio: pessoas. Salários baixos e rotatividade de mão-de-obra dão lucro a curto prazo. A longo prazo ela pode perder equipe, talentos e diferencial de mercado.

Já o funcionário se pergunta: vale a pena ficar ou sair? Depende do momento, da carreira e pretensões de cada um, e da situação da empresa.

A vida profissional está mais para ringue de boxe do que para mesa de bar. Até o super campeão Mike Tyson conta que apanhou muito antes de começar a sair batendo nos outros. Em pequenas ou grandes empresas os adversários vão mudar, mas volta e meia você vai se sentir de novo dentro deste ringue.

Na vida e no boxe o que conta para vencer não é só força; é coragem, determinação, muito trabalho e preparação.

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Sobre Roberto Tostes

Publicitário e escritor. Formado em Comunicação Social pela UFF – Rio de Janeiro. Atualmente dá assessoria em estratégias de comunicação, projetos editoriais e marketing digital.

1 comentário

  1. [...] não é só força; é coragem, determinação, muito trabalho e preparação. Veja o original em: http://www.pontomarketing.com/gestao/como-pedir-aumento-ao-seu-chefe-%e2%80%93-e-nao-conseguir/#ixzz… ou nos siga no Twitter: @pontomarketing Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial [...]

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