Gestão: agir ou planejar?

Por João Paulo Motta

Um jovem casal sonha com o futuro. Viagens, festas, presentes, casamento, uma casa em um lugar seguro, onde vão criar seus filhos com tranqüilidade, ambos com um bom trabalho e bem remunerados, coisas que casais geralmente planejam. Mas, de repente, os planos mudam. O casal descobre que um vão ter um filho antes do que foi planejado. E agora, José?

Este é só um dos exemplos de como planejar em longo prazo não é certeza de nada. E isso acontece em várias situações da vida, principalmente no mercado de trabalho. Muitas empresas planejam todos os passos, prevêem todos os gastos e com base em suposições, acreditam que vão crescer “x” por cento por ano. Mas será mesmo que as coisas funcionam dessa forma? Quantas vezes uma empresa desiste de algum projeto que parecia promissor porque a concorrência agiu mais rápido? Quantas marcas tiveram que mudar seu produto/serviço para que ele não deixasse de existir? Será que a energia do prédio não vai acabar no meio de uma reunião importante? Será que amanhã vai cair um piano na minha cabeça? Será que planejar todos os passos e ações realmente determina o futuro?

Na minha opinião (repito, na MINHA humilde opinião), a resposta é não. Mas agir e analisar o presente abre as portas para os caminhos que serão percorridos no futuro.

Um dos melhores exemplos que prova isso são as start-ups. Essas novas empresas, muitas vezes menores que microempresas, têm como característica principal a inovação e apresentam ao mercado projetos promissores, que fazem com que elas cresçam em uma velocidade incrível, com lucros exorbitantes e dominem rapidamente o nicho onde são atuantes.

Com toda essa velocidade (eis o porquê do nome start-up), elas não planejam o futuro. Elas fazem planos de ação em curto prazo, pois crescem muito rápido e precisam agir rapidamente para que seu produto/serviço continue em alta. Em outras palavras, as star-ups simplesmente se preocupam mais em agir do que em planejar. Pode parecer arriscado, mas na prática está funcionando.

Em nenhum momento estou dizendo que não é importante planejar. Só acredito que agir e encarar todos os problemas que vão surgir com as mudanças dos planos são o que tornam as empresas vencedoras. Não temos que ter medo dos erros. Temos que errar antes dos outros para aprendermos a fazer o certo antes deles. Acredito que é essa a forma que os profissionais devem encarar o mercado.

Lembra-se do casal do primeiro exemplo? Eles vão ter que agir como uma start-up, onde o relacionamento é a empresa, o casal são os donos dela, o bebe é o produto/serviço e o mercado é a vida. A start-up vai ter que tomar decisões em curto prazo para que a empresa mantenha-se funcionando e o produto tenha condições de sobreviver às adversidades do mercado. Só assim eles vão ser vencedores.

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Sobre João Paulo

Publicitário formado pelo Centro Universitário Newton Paiva, em Belo Horizonte e pós-graduando em Marketing Digital pela UNI-BH.

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