Quando as pequenas empresas vão realmente entrar na internet?

Por Gabriel Galvão

Em meus trabalhos como consultor, tenho visto como as pequenas empresas têm subestimado a internet como ferramenta gerencial, de marketing e até de gestão de pessoas. Se elas soubessem a oportunidade que estão perdendo…

Na maioria dos casos, o que encontro em empreendimentos desse porte é a casadinha “site + e-mail marketing“. Fazer isso não é ruim, mas quando é feito certo. Geralmente é feito um site ineficiente e uma campanha de e-mail marketing sem foco e de quase nenhum resultado. Então, apenas com base nesse mísero investimento e seu retorno insignificante, dizem que nada na internet dá certo. Ficam cada vez mais cegos para a evolução.

É importante, nesse caso, esclarecer um fato: não é porque muitos dizem que os investimentos em tecnologia baseada em internet são “baratos” que basta desembolsar R$ 100,00 e tudo está resolvido. É com base nesse pensamento que muitos empresários fazem investimentos medíocres e querem ficar ricos da noite para o dia. O investimento em uma loja virtual, por exemplo, é menor que uma loja física (e dá menos dor de cabeça), mas boas lojas virtuais são desenvolvidas com preço a partir de R$ 2.000,00 (num modelo, digamos, básico).

Sobrinho marketing

Em muitas situações, os empresários apelam para o “sobrinho marketing“. Todos eles sempre têm “um sobrinho que faz sites” e que vai cobrar baratinho, ou mesmo fazer de graça, um projeto que mais vai prejudicar a empresa que ajudar. Baseados exclusivamente no quesito preço, partem para essa alternativa. Meses depois, ficam se perguntando porque o site do concorrente menor traz mais lucratividade que o deve, que só serve mesmo de enfeite.

Os consultores estão aí pra isso

Quem não sabe bulhufas de marketing digital, cloud computing, softwares CRM web-based e tal pode chamar um consultor para auxiliar nisso. O que não pode é amaldiçoar a internet só porque não a entende. Dome o bicho chamado web e veja como ele pode ser útil para sua empresa.

Fonte da imagem: BtL

Sobre Gabriel Galvão

Administrador habilitado em marketing, consultor de marketing, desenvolvedor de sites e blogs, editor do blog e palestrante.

4 comentários

  1. Álvaro leite braga disse: - Responder

    O problema amigo é que pessoas aventureiras, sem formação alguma, se entitulam capazes de desenvolver e planejar um lançamento de um comercio virtual.
    O que se pode esperar?

    • Oi, Álvaro!

      Sobre a sua indagação, concordo que existam “profissionais” que não tem condições de criar e gerir comércios virtuais. O que se pode esperar, no entanto, é uma avaliação melhor por parte do empresariado quando da escolha de profissionais ou empresas para esse tipo de serviço. A pressa acaba sendo inimiga da perfeição. Investir em internet sim, mas com segurança.

      Grande abraço!

  2. @CarolTwy disse: - Responder

    Adoro esse toque de humor, Gabriel!! Você retratou muito bem uma situação bastante comum nessa época de transição pela qual estamos passando. As empresas, especialmente as pequenas, acreditando em uma ilusória redução de custos, não fazem as coisas de maneira correta, com método, se antecipam onde deveriam ter cautela e se omitem onde deveriam inovar!
    Você citou ótimos exemplos e acrescento aquelas empresas que sequer tem website, mas estão no twitter fazendo promoções e sorteios a toque de caixa!
    Enfim, o assunto dá o que falar… ;-)

  3. [...] sempre o lançamento do seu site “pro ano que vem”. Enquanto esse pensamento perdurar, pequenas empresas continuarão a gastar muita energia no marketing e não usufruirão devidamente seus [...]

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