A materialização das lojas virtuais

Por Bruno Mendes

Recentemente foi anunciada a compra de 70% da loja virtual Sack’s pelo grupo francês LVHM, detentora da marca Louis Vuitton. A grande jogada nesta aquisição, por parte do grupo francês, foi à inserção no mercado brasileiro de produtos cosméticos importados, que, em virtude da carga tributária para eles, podem chegar a 150%.

O grupo anunciou também outras medidas após a compra, dentre elas a produção de cosméticos no Brasil e a abertura de 500 lojas físicas em território nacional. A grande pergunta é: o que a empresa ganharia abrindo lojas físicas, tendo em vista que lojas virtuais têm um custo menor?

A organização encontra algumas barreiras e soluções para a expansão, como a presença de concorrentes já consagradas pela venda direta de seus produtos (Avon e Natura) e pelo valor final, já que produtos importados podem ser majorados para mais que o dobro, por conta dos impostos e taxas e nada melhor do que ter a oportunidade que a venda on-line não lhe permite: explicar detalhadamente ao consumidor as vantagens de seu produto, mesmo sendo muito mais caro, possibilitando uma melhor experiência de compra.

Mesmo com o crescimento exponencial que o comércio eletrônico vem apresentando nos últimos exercícios, há produtos que necessitam de uma aproximação maior com seu cliente, tanto para a criação de vínculo forte e duradouro quanto para a identificação do usuário para com o produto.

Cosméticos e perfumes abrangem grande parte dos consumidores brasileiros e dar a oportunidade de seu cliente virtual conhecer lançamentos “in loco” pode ser um fator que desencadeará uma ligação mais forte entre as partes, já que impessoalidade sentida nas compras on-line estará sendo substituída pelo relacionamento direto entre fornecedor e consumidor.

Para mim, o ponto forte da expansão de lojas virtuais para o mercado físico não está nos princípios financeiros, mas no relacionamento com seu cliente, que é a base forte que qualquer mercado precisa. O cliente que compra on-line continuará assim comprando, mas terá a certeza que não será mais tratado como “visitante” e sim como um “cliente” que é importante para a empresa.

E você, o que acha da expansão de lojas virtuais para ambientes físicos? Deixe seu comentário!

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Sobre Bruno Mendes

Administrador pela Faculdade de Alagoas, pós-graduando em Gestão Estratégica de Empresas e Marketing pelo Centro de Ensinos Superiores de Maceió.

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