Interatividade: o caminho para o sucesso passa por ela

Por Bruno Mendes

Outro dia me deparei com um tweet um tanto esdrúxulo e motivador de pensamentos sobre o ponto abordado. Como a Lei de Newton já havia proposto isso, com certeza esta resposta tão intrigante só poderia ter sido motivada por uma pergunta tão intrigante quanto, e assim foi. Fui vasculhar tweet por tweet e cheguei até a pergunta que havia criado todo este questionamento. Alguém perguntou a um diretor de uma grande emissora de TV o motivo dos programas da mesma, por meio de vídeos, serem disponibilizados em seu portal na internet. Uma boa pergunta, que seria respondida de forma objetiva:

“O dinheiro está na interatividade e não na transmissão.”

Esta é a grande verdade sobre o mundo das transmissões televisivas e do mundo corporativo. Tão pouco interessa aos telespectadores se eles podem mandar um e-mail no final do programa para dar sua opinião, da mesma forma os clientes não se interessam se sua empresa tem um departamento de atendimento ao cliente, ambos querem agir e ter respostas em tempo real e poder participar no processo de forma ativa, às vezes pró-ativa e não apenas reativa.

O marketing interativo não pode ser tratado como uma técnica, mas como uma postura, que deve ser ativa e priorizar pelo relacionamento constante com o cliente e estável com o mercado. É transformar seu cliente em potencial em cliente interessado, motivá-lo a comprar seu produto e fazer com que ele esteja no grupo dos clientes satisfeitos.

Satisfazer as necessidades é pouco. Precisamos surpreender o cliente!

Satisfação do consumidor final. Este paradigma da administração que se arrasta desde o desenvolvimento das teorias humanísticas começa a ser deixado de lado. Satisfazer seu cliente é fundamental, mas não é tudo. É preciso surpreendê-lo. Exceder as expectativas e fornecer a ele mais do que foi oferecido, pode ser tratado como excelência. A satisfação hoje não é mais diferencial, é obrigação.

E uma ótima maneira de surpreender seu cliente, é torná-lo peça essencial no processo de elaboração do seu produto. As mídias sociais, as análises de massa de seus produtos e a interatividade com seu cliente, o mais próximo do tempo real possível, com certeza fará com que seu cliente se torne não só satisfeito, mas fiel. Afinal, por qual motivo ele mudará de fornecedor já que ele ajudou a melhorar um produto que utiliza?

Fazer com que seus colaboradores também participem de forma ativa e interativa com seu produto é tão importante quanto à dos clientes externos. Afinal, como já diria Roberto Justus na final de um Aprendiz: “Eu não vendo aquilo que eu não compro.”

Sobre Bruno Mendes

Administrador pela Faculdade de Alagoas, pós-graduando em Gestão Estratégica de Empresas e Marketing pelo Centro de Ensinos Superiores de Maceió.

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