Web 2.0: jornalismo feito a várias mãos dá certo, sim!

Por Bárbara Lobato

Um portal feito a várias mãos, pensamentos e dados. Todos participam com áudios, vídeos, entrevistas, depoimentos e fotografias. É assim que funciona o portal Viva Favela, com sede no Rio de Janeiro.

Os responsáveis pela geração de conteúdo são moradores de favelas que atuam como repórteres, fotógrafos e produtores de conteúdo multimídia. Um projeto que vem dando tão certo que desde abril posta conteúdo gerado por qualquer morador de regiões brasileiras.

A proposta do página eletrônica é super colaborativa: esperam mostrar o que acontece no subúrbio, com um olhar de “dentro pra fora” sobre a realidade de cada um. É mostrar, na minha opinião, que o Rio de Janeiro, por exemplo, tem iniciativas dentro da favela voltada para promoção social, educação, etc. Situações que raramente são destaque na mídia tradicional.

Além de abrir espaço para geração de conteúdo colaborativo em outras regiões, o portal Viva Favela passou por uma revisão em termos técnicos e já está inserida na mídia 2.0. De acordo com a coordenadora do Viva Favela, essa interação “permite às pessoas criarem contas, fazerem perfis, postarem conteúdo”. Enfim, caro leitor, ser totalmente colaborativo.

Para quem ainda considera que o jornalismo morreu por esse tipo de iniciativa, está totalmente enganado. Para organizar todas essas idéias antes de publicar é preciso identificar, checar, apurar, confirmar, pesquisar, desconfiar, editar, conversar… Enfim, ter cuidado em divulgar os fatos corretamente. E isso toma tempo e dá trabalho! Mas acaba sendo tão oneroso quanto fundamental para a decência de um espaço de conteúdo colaborativo.

Com a popularização das formas de colaboração via internet, o cidadão deixa a posição de, na maioria da vezes, ser mero espectador das notícias para transformar-se, ele próprio, em um narrador dos fatos.

Jornalismo cidadão não significa falta de credibilidade. Muito pelo contrário! Faz com que receptor deixe de ser um agente passivo. Nós, cidadãos, podemos deixar de somente consumir e gerar conteúdo e mais: compartilhar tudo isso!

A competência do bom jornalismo, caro leitor, está em ouvir o que o público tem a dizer.

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Sobre Bárbara Lobato

Jornalista, pós-graduanda em Comunicação e Multimídia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO).

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