Web 2.0: o tsumani nosso de cada dia

Por Bárbara Lobato

São três senhoras: Diva Legnalioli, 63, Odete Coutinho, 75, e Gildê Dourado, 63. Todas fazem parte de um projeto de inclusão digital para idosos, cujo nome é OldNet, da Associação Cidade Escola Aprendiz, em São Paulo (SP).

É a chamada inclusão digital, não é mesmo? Mas, muito diferente do senso comum, caro leitor, essas senhoras não estão lá para ser incluir no mundo digital. Elas, na verdade, ministram aulas sobre web 2.0 e atualmente o projeto é explicar como funciona o queridinho das redes sociais, o Twitter.

Quando li essa reportagem no portal Aprendiz, do UOL, confesso que fiquei feliz, e como! Isso mostra, mais uma vez, que não há barreiras para inclusão digital das pessoas: seja idade, gênero ou renda financeira.

As pessoas estão mais conectadas e ultrapassam as barreiras por meio da internet. Não é a toa que o Brasil é o país mais presente em redes sociais. De acordo com a Nielsen, cerca de 86% dos internautas brasileiros estão presentes em todos os segmentos: Orkut, Facebook, YouTube e Twitter. No total, o usuário gasta mais de cinco horas com a redes.

Mas, o que significa gastar? Na verdade, o que para muitos é perda de tempo, aos aficcionados e grandes empresas as redes sociais significam investimento e marketing. E tudo a um custo zero. Ser inserido na rede não significa fazer parte da web 2.0. É preciso interagir, conversar com o usuário, discutir, promover debates e aceitar críticas e sugestões.

E o brasileiro percebe mesmo essa força. Esse tsunami que estamos juntos na era da web 2.0. Imagino essa tendência toda como as redes sociais juntas na mesa de um bar ou em um restaurante lotado. Melhor: no Maracana. É isso: o estádio de futebol lotado, todo mundo falando ao mesmo tempo, trocando idéias, conhecendo mais e mais. Uma absorção maluca de informação, conteúdo e idéias.

Mas, voltando às senhoras que citei no início do texto: elas são exemplos para a atual geração. Pessoas que redigiam textos em máquina de escrever, que acompanharam a evolução da telefonia celular e, agora, presentes na plataforma virtual.

Para provar que ninguém se exclui dessa realidade virtual. Ninguém mesmo…

Sobre Bárbara Lobato

Jornalista, pós-graduanda em Comunicação e Multimídia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO).

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