A busca por uma comunicação mais sustentável
Todo início de ano é assim: promessas, listas de prioridades e metas estabelecidas para seguir nos 365 dias do ano vigente. E não poderia deixar de fazer aqui algo diferente. Vamos propor e pensar o que será diferente neste ano que se inicia, em que saimos de um processo eleitoral brasileiro com vasta relevância na web. E só para citar esse exemplo, e que não me perca nos argumentos!
Para 2011, o que vemos de diferente na área da comunicação? Certamente um avanço na difusão da informação. Autoridades governamentais não podem ignorar o avanço que a sociedade civil deu em termos de debate como a esfera pública.
Há muito tempo o jornalismo deixou de ser uma atividade comercial, em que a profissão era tida, digamos, funcionalista: consumidor da informação era, ne verdade, um consumidor de bens e serviços.
Hoje, além de ser consumidor, é um produtor de conteúdo. Repito o que disse várias vezes em artigos aqui pelo blog: não há concorrência entre jornalista e cidadão. O que há, ne verdade, é um compartilhamento de momentos, de imagens, de fatos. É impossível o jornalista estar em vários momentos ao mesmo tempo. E cabe, isso sim, ao profissional de comunicação saber contextualizar e editar o conteúdo gerado pelo jornalismo cidadão.
Mas, afinal, o que esperar deste ano? Um desenvolvimento socioeconômico sustentável. Isso significa que a produção de conteúdo não deve buscar resultados individualizados e lucrativos. O que a sociedade civil busca é espaço para debater e propor idéias. Buscar o essencial: construir, de maneira coletiva, o desenvolvimento e o avanço. É aqui que reside o novo jornalismo.
Não é um assunto fácil e chega até mesmo ser complexo. Mas, o que os profissionais de comunicação precisam se inclinar é que essa tendência já está em outras áreas, como, por exemplo, na educação. A democratização e o acesso a conteúdos pelo espaço cibernético está cada vez mais amplo e a tendência é que haja, ainda mais, a expansão disso tudo.
Valorizar o potencial individual é importante, mas sem menosprezar o que o indivíduo pode fazer – e com potencial – no coletivo.
Enfim, está dado o desafio para este ano e, quem sabe, para a nova era do jornalismo: a produção coletiva. E, o mais importante: não vamos nos apequenar.
PS: como não podia deixar de ser, desejo aqui, no primeiro post de 2011, um Feliz Ano Novo a todos leitores do blog e dessas idéias tão soltas, tão críticas, tão simples, tão polêmicas. Enfim, dessa mistura que faz do profissional de comunicação um ser em constante mutação.








[...] ou desnível (diplomas, cargos, raça, sexo, poder). Não importa se é 1 ou 1 milhão, eles usam o poder da informação e da rede a seu favor contra o sistema, a empresa, a instituição, o estado, contra quem for que estiver na [...]
[...] ou desnível (diplomas, cargos, raça, sexo, poder). Não importa se é 1 ou 1 milhão, eles usam o poder da informação e da rede a seu favor contra o sistema, a empresa, a instituição, o estado, contra quem for que estiver na [...]