COMO O MARKETING CONSEGUE FAZER VOCÊ COMPRAR ATÉ O QUE NÃO DEVE NO NATAL
É Natal! Oba! Vamos correr até as lojas, gastar tudo o que temos e uma boa parte do que não temos ainda!
Se você tem um pensamento similar a esse quando chega a época do Natal, você não é o único. Na verdade, a maioria dos consumidores age dessa forma quando entra dezembro, principalmente sua primeira quinzena. E quando o dia do Natal vai se aproximando, a agonia para as compras começa a deixar todo mundo agitado e nervoso. Eu mesmo, que posso me dizer como uma pessoa que não é consumista, fico também estimulado a sair de loja em loja, no bate-bate das pessoas e na morosidade das gigantescas filas. Felizmente, tomo um suco de maracujá e descanso, e essa vontade passa.
Alguns podem pensar:
“Esse doido quer dá tiro no pé! Nunca vi um cara de marketing criticar o estímulo às compras”.
E raramente verá. Mas, como eu não sou como os outros, deixo neste artigo minhas considerações acerca das compras impulsivas do Natal.
Marketing: vilão ou mocinho?
Faz tempo que o Natal é encarado como uma festa movida a compras, presentes, banquetes e gastos desnecessários. O verdadeiro espírito de Natal, que deveria fazer as pessoas lembrarem o nascimento de Jesus e reconstruirem seus valores e o modo como tratam as pessoas, está cada vez mais distante, dando lugar a um momento de hipocrisia e falsidade. A propaganda ajuda decisivamente nisso. O marketing participa da loucura das compras. Então, o marketing é uma besta infernal que fez com que os valores natalinos fossem invertidos? Não.
Um dos trabalhos do marketing é fazer o produto vender. E quando a época quase que exige que haja compra de algo, então essa tarefa fica mais fácil. Todos têm que comprar algo no Natal, seja para os outros ou para si mesmos. O marketing apenas dá mais opções e lembra mais vezes que as pessoas devem fazer isso ou se isolarem em cavernas.
Devemos então parar de comprar?
Também não. Comprar não é errado. Todos temos que consumir para sobreviver. Errado é comprar sem medida, sem necessidade e sem dinheiro para pagar. Muitas pessoas compram de tudo no Natal e depois ficam devendo até as calças. Passa o São João e as prestações ainda chegam, limitando o orçamento. E não precisa ser assalariado para ser devedor: uma boa parte dos que se atolam em dívidas natalinas ganham acima de R$ 4.000,00.
Finalmente, o que é que eu faço?
Compre. Mas pense antes de comprar. Veja outras dicas para aplicar no Natal do ano que vem:
- Comece antes: as lojas estão cheias de ofertas desde o início de dezembro. Não espere até a chegada do 13º salário para começar a comprar. Compre calmamente enquanto as lojas não estão lotadas e depois reponha sua poupança com o salário extra;
- Pesquise: nunca compre na primeira loja. Pode-se achar preços com diferença de até 100% quando se pesquisa;
- Não tente impressionar os outros: Tem gente que dá presente bem caro para tentar impressionar as pessoas. Se a pessoa presenteada realmente gostar de você, irá ficar feliz não com o valor do presente em si, mas com o fato de você se importar com ela;
- Deixe seu próprio presente por último: Se você é daqueles que primeiro compra um presente para si mesmo antes de tudo, espere. Já vi um caso engraçado onde a pessoa passou dias procurando seu presente ideal. Comprou, gastou uma bela grana e, para sua surpresa, ganhou exatamente o mesmo objeto de seu pai. Espere para ver o que vai ganhar dos outros. Só então compre o seu. Se preferir, espere até as liquidações pós-Natal e economize ao se autopresentear.
Você tem mais alguma dica de como se portar perante o marketing na época do Natal? Então comente!








[...] This post was mentioned on Twitter by Enrico Cardoso and Ponto Marketing, Ponto Marketing. Ponto Marketing said: Como o marketing consegue fazer você comprar até o que não deve no Natal – http://bit.ly/5NmYkr [...]