Eleições 2010 serão as eleições do marketing político na internet?
Por Rafael Motafer
As eleições de 2010 podem ser consideradas um marco pelo diferencial de que, com alguns cliques, você ganha a possibilidade revolucionária de poder se comunicar “diretamente” com o seu candidato? Seja ele para o cargo de presidente, governador, senador e demais hieraquias?
Joguei no Yahoo Respostas, mas nada consta. #fail.
O fato é que com este pleito eleitoral iniciam-se capítulos de uma revolução. Mudanças que com alguns cliques serão possíveis (não garanto que sejam agora) e já começamos a ver uma onda vinda no horizonte.
Os candidatos de legendas partidárias poderosa$$$ já aderiram à “new wave” da interatividade. Através de suas assessorias de marketing, criaram seus perfis no Twitter, Facebook, Ning, Orkut, canais no Youtube… e essa lista vai longe. O fato é que candidatos do atual pleito estão fazendo uso de uma mídia barata de alcance segmentado e, principalmente, interativa.
Entre os presidenciáveis é notável a qualidade e investimento do trabalho estratégico de marketing realizado para as redes sociais. A candidata do PT, Dilma Rousseff, em sua campanha para o Twitter, por exemplo, preservou o conceito de segmentação do seu eleitorado, criando perfis de acordo com o público.
Seguindo na estratégia dos presidenciáveis José Serra e Marina Silva, destaque para redes sociais próprias da campanha, hospedadas no Ning, tornando-se inclusive “carro chefe” no caso de Serra, cujo programa de governo pode ser sugerido por eleitores. A ferramenta colaborativa é de notável qualidade.
A interatividade na web com os indecisos é favorável para qualquer candidato. #fato.
Cito também, claro, as ações de Twitter, a exemplo da campanha de Marina Silva, que promoveu o primeiro “twitaço” com os seus followers e se utiliza muito bem destas ações para galgar posições nos TTBr (trending topics Brasil, tópicos mais citados no site com abrangência Brasil)
Para os candidatos a cargos de governador, senadores, deputados federais e estaduais, a realidade ainda é diferente. Estes por assim dizer menores (mas não menos importantes) pecam na falta de interatividade de suas campanhas de web, creio que pelo motivo de ainda não reconhecerem o valor do uso dessa mídia. Não conseguiram avistar a onda vinda no horizonte.
A incidência desses “desavisados” ocorre principalmente entre os chamados “velhas raposas” da política, que mesmo com muita verba para gastar optam por toneladas de santinhos impressos. Estes candidatos até criam sites, perfis no Twitter e em outras redes, que, por falta de uma visão estratégica, tornam-se meios estáticos e ineficazes. Em alguns casos há o contato com o eleitor, mas com um caráter robótico e estruturado em clichês políticos inacreditáveis até mesmo para os habitantes de Marte.
Sugestão do próprio Rafael Motafer. Leia na íntegra clicando aqui.








Bem lembrado aqueles que tem possibilidade de agir mais ativamente nas midias sociais. Esses serão os retardatários virtuais. Que não veem nela uma possibilidade gigantesca de mobilização,difusão de ideias e possibilidade de interação teti-a-teti com o seu eleitorado.
@helcio84
[...] do marketing político na internet?”. Minha resposta foi: Definitivamente não. (Leia aqui o artigo que gerou esta [...]