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Nunca o “antes ou depois” fez tanta diferença para o marketing

Por Bruno Mendes

Assim como outros deslizes de empresas ao longo de 2010, o final do ano não poderia passar em branco e nos deixa mais um ensinamento de como uma atitude simples pode manchar a imagem de uma empresa.

Tal qual o tão repercutido #fail da Nissan, o mundo esportivo resolveu mostrar sua cara entre os grandes erros de 2010, e logo na corrida de rua mais famosa do país, a São Silvestre. Em sua 86ª edição, a prova mais popular do país enfrenta momentos de crise após uma decisão “estratégica” da Yescom, empresa organizadora do evento.

Não é necessário ser atleta para saber o quão importante é para os participantes receber a medalha de participação no final da prova, após todo o esforço realizado e os sacrifícios que uma corrida de rua como esta requerem. Mas a Yescom preferiu não se ater a este detalhe e, em busca de mais comodidade, resolveu entregar as medalhas antes da corrida, junto com o kit do corredor, amparada pela bandeira da segurança dos corredores.

A empresa alegou que esta medida evita grandes aglomerações no final da corrida de rua, o que poria em risco a segurança dos corredores. Só que a medida não agradou nem um pouco aos participantes. Campanhas de boicote e protesto se espalham pela internet. Opções como correr com nariz de palhaço, correr com a medalha no peito e correr de preto estão entre as mais cotadas.

Todos os dias as hastags #porrayescom e #forayescom são mencionadas centenas de vezes no Twitter e Facebook. A imagem da empresa ficou arranhada. Embora este acontecimento não venha comprometer sua grandeza, mas com certeza esta atitude não mais será repetida por ela em futuras provas.

A grande verdade é que com esta atitude a Yescom evidencia que seu interesse não é satisfazer o atleta que treina o ano todo por uma prova como esta, e sim nos fins comerciais que o evento trás. Transmissão da Rede Globo, o que impulsiona os valores para cotas de patrocínio e na mão três grandes corridas de rua nacionais – Meia Maratona do Rio de Janeiro, Volta da Pampulha/MG e São Silvestre/SP – talvez tenham trazido um “conforto” que agora a empresa se vê na opção de “inovar” para pior.

Talvez, soluções menos impactantes trariam menos revolta, mas dariam mais trabalho para uma organização que cresceu tanto que achou que estaria no auge, e de lá só tende a cair. O cuidado e zelo com a imagem de uma organização, tidos como peças fundamentais para a consolidação de marcas e empresas podem vir abaixo com medidas mal pensadas.

Tudo pode ser mudado, mas a ordem de algumas coisas não muda. Como já diria o velho e famoso ditado popular, o único lugar aonde a glória vem antes do trabalho, é no dicionário. E agora, na Yescom também.

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Sobre Bruno Mendes

Administrador pela Faculdade de Alagoas, pós-graduando em Gestão Estratégica de Empresas e Marketing pelo Centro de Ensinos Superiores de Maceió.

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