O Marketing e os esportes radicais: breves análises
1. Da mídia tradicional a digital
Que tal fazermos uma troca: ao invés de transmitir um super campeonato de skate ao vivo pela TV, por que não pela internet?
Um circuito de skate que ocorreu neste final de semana em Fortaleza e que reuniu grandes nomes da cena cearense e nacional, resolveu acompanhar o crescimento de seu público virtual e aderir, além de mídias tradicionais, como revista, jornal e outdoor, à campanha digital de divulgação. Além de coberturas de vários sites especializados para este tipo de público, você, que não pratica nada de skate mas que simplesmente aprecia assistir (assim como eu), poderia conferir as novidades que circulavam durante o evento de onde estivesse. Na TV, além de uma mídia caríssima, iriam ter uma abrangência apenas estadual. Pela internet, a abrangência foi barata e ilimitada. Ponto para eles!
2. Da análise do ambiente
Enquanto estava ali, pude perceber de perto que a rivalidade começava da infinidade de marcas (das quais incluia a minha) que faziam seu esforço para estarem presentes e competindo junto com seus talentosos atletas. Suas aparições datavam desde inúmeros adesivos, blimps, imagens no telão, brindes e equipamentos, até nos discursos calorosos dos apresentadores; desde umas já consolidadas e com um significativo marketshare até outras que ainda estão chegando de mansinho, mas que estão caindo no gosto do público.
3. Do posicionamento de mercado à identificação do problema
O mais interessante nisto tudo é que grande parte das marcas que estavam ali são nacionalmente conhecidas como de surf wear – a minha, por exemplo, está na fase que está querendo se posicionar no mercado como uma marca de Sport Wear, ou seja, que não atende somente a um, mas a vários segmentos de público que curte esportes radicais e que, independente de idade, possui um espírito jovem. “Será que estas marcas de surf wear também querem passar esta mensagem?”, pensei.
É meio confusa essa questão de como você quer se posicionar, não é mesmo? Eu sinto isto na pele diariamente. Porque às vezes depende da ocasião, depende de uma coleção, ou simplesmente da demanda de mercado. Mas, e se você se perder no caminho e não conseguir encontrar sua verdadeira identidade? Por exemplo, nossa marca de Sport Wear possui uma linha muito forte de Surf Wear, e nossa distribuição consiste em estar em lojas multimarcas que se definem como tal – o que acarreta de definirem nossa marca da mesma forma.
A solução seria aderir à grande oportunidade de mercado, ampliar nossa linha de Surf Wear e aproveitar a onda das boas vendas, ou continuar posicionando nossa marca como de Sport Wear, até agregar valor suficiente de marca para depois dar expansão a nossa linha Surf?
De início a resposta pode até parecer óbvia, mas quando trata-se de lucratividade a curto prazo para depois colher os frutos investir em marca, torna-se uma problema complicado de ser resolvido.








Muito bom o artigo parabéns @prismag21 . Sobre a questão do lucro imediato, acho que sempre será nossa briga com os patrões para os quais iremos trabalhar. Eles querem lucro, nós queremos posicionamento coerente e sádio que é certo de lucro a longo prazo, eles não querem imediatismo. A conscientização destes cabe a nós do real papel de um profissional de Marketing em organizações. Parabéns Pri!
Parabéns pelo artigo!!! Excelente!! Acredito que deve ser realmente muito complicado transitar por esta via de mão dupla. O importante é tentar balancear esses propósitos até chegar ao resultado esperado. Como a nossa atual realidade é um verdadeiro turbilhão de informações, é necessário tentar aparecer em todo e qualquer segmento, ou seja, nas mídias tradicionais, mídias digitais, surf wear ou sport wear. Equilíbrio é a palavra-chave.