O marketing em tempos de customização

Por Bruno Mendes

A evolução das teorias de marketing passa sempre pela maneira de como desenvolver produtos cada vez melhores e mais atrativos e levá-los até o consumidor final. Entre os autores, há sempre uma discordância quando se trata da parte teórica, mas o foco continua sendo o cliente.

Algumas abordagens como o marketing de massa e o foco nos nichos ainda são utilizadas por algumas empresas, mas o conhecimento sobre as necessidades de seu cliente é fundamental. O resultado ainda é satisfatório, pois a compatibilidade de seus produtos com o mercado ainda é significativa, mas tende a sofrer alterações.

Os conceitos de produção para a massa ou generalização das necessidades de seus clientes para a concepção de novos produtos cedem seu lugar de importância para algo que nem mesmo as teorias mecanicistas e comportamentais poderiam imaginar: a customização.

Criar produtos já não é mais o suficiente. É preciso ouvir seus clientes, entender suas necessidades e dar a eles a oportunidade de ter um produto a seu gosto, com “a sua cara”. Em sentido oposto à redução de custos com a produção para massa, a customização pode trazer consigo uma elevação dos preços, algo que pode ser combatido com algumas ações para redução de custos da produção, como a venda customizada pela internet, que é feita pela Nike, no site NikeiD.

Porém, mesmo com preços um pouco mais altos que os produtos padronizados, artigos customizados vendem bem pelo fato de compensarem o preço maior com o valor agregado trazido pela exclusividade. Quem não pagaria a mais para ter um produto único, que ninguém mais tem?

Fica claro que mesmo com toda a evolução que o marketing sofreu e vem sofrendo ao longo dos anos, não o tirou a essência do conhecimento de seu produto e cliente, apenas abriu-se um leque de opções para o processo de criação e desenvolvimento, onde cada consumidor é peça essencial neste processo, e tentar entender o que seu cliente quer pode ser perigoso. Melhor do que isso é deixá-lo fazer o produto dos seus sonhos.

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Sobre Bruno Mendes

Administrador pela Faculdade de Alagoas, pós-graduando em Gestão Estratégica de Empresas e Marketing pelo Centro de Ensinos Superiores de Maceió.

2 comentários

  1. Interessante !

    Concordo com o texto, e dou ênfase em que devemos tratar cada cliente de forma única e especial. Apesar de um grupo de pessoas formarem a “clientela”, deve-se atentar SEMPRE em entender que cada cliente, possui características próprias, gostos próprios, e atingindo esse fator comum se torna fácil a fidelização do mesmo.

    O valor do produto é importante, mas nada supera o “EU” do cliente.

  2. Bruno Mendes (@bcamendes) disse: - Responder

    Realmente Felipe, não podemos tratar de forma única o grupo de clientes. Cada um tem sua particularidade e isso rpecisa ser respeitado.

    Dar ao cliente a oportunidade de ter um produto diferenciado e com características próprias é um diferencial que aproxima cada vez mais clientes das empresas que assim trabalham.

    Vender um produto muitos podem fazer, mas propiciar satisfação na compra é para poucos!

    Abraços

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