Perspectivas para o varejo em 2011

Por Antônio Siqueira

Estamos no início de mais um ano, muito promissor em termos de negócios diga-se de passagem, e como não poderia ser diferente muitos especialistas, nas mais diversas áreas de atuação, visualizam qual será o provável cenário que teremos pela frente com relação ao desempenho do varejo brasileiro.

Neste artigo em questão, irei abordar quais são as perspectivas para o varejo neste ano de 2011, segundo informações e depoimentos de profissionais e autoridades que compõe nosso cenário econômico e político.

A imprensa vem divulgando sistematicamente que teremos restrições ao crédito, que inclusive foi anunciada pelo novo governo. Segundo o Banco Central, a restrição ao crédito se dará por conta do risco de uma bolha de crédito no Brasil. Em vista disso, o BC aumentará a quantia que os bancos devem manter depositada na instituição tirando assim dinheiro de circulação e freando oferta de empréstimos.

Os setores que mais sofrerão com esta medida serão o de eletroeletrônicos e o automobilístico, que, cá entre nós, são 2 setores extremamente importantes para o crescimento de nossa economia e que são responsáveis pela geração de novos postos de trabalho.

Mas mesmo o setor de bens duráveis, poderá ter um crescimento relevante caso as empresas tomem medidas em relação à taxa de juros aplicadas em seus produtos e também façam mudanças nas políticas de financiamentos.

Apesar dessa provável desaceleração nas vendas dos produtos classificados como “bens duráveis”, o cenário como um todo não é desanimador, segundo a Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio) setores como o de vestuário e o de alimentação fora de casa não sentirão tal medida de escassez de crédito e continuarão a ter um crescimento nas vendas acima da média.

Outro ponto que vejo como positivo apesar da restrição de crédito é o otimismo que os consumidores estão com relação à aquisição de novos produtos. O aumento do poder de compra das classes C e D e a melhor política de distribuição de renda nos sinalizam ótimas perspectivas para o varejo brasileiro.

Com relação ao fantasma da inflação, uma situação que provavelmente acontecerá é que se continuarmos fugindo da meta estipulada para conter a inflação, provavelmente o Banco Central irá aumentar a taxa de juros SELIC e aí o varejo, tanto para bens duráveis como supérfluos, sentirá os efeitos dessas intervenções nos meses subseqüentes.

No geral, vejo um ano muito promissor e produtivo, com nossa economia crescendo acima dos países da União Européia e Estados Unidos.

Basta as empresas que atuam no setor varejista terem boas estratégias de negócios baseadas nas necessidades e expectativas dos seus stakeholders e nas oportunidades e ameaças que puderam ser diagnosticadas nesses últimos meses.

Com base neste cenário só tenho uma coisa a dizer: “Mãos a obra que o ano promete”!

Fonte: Blog do Antônio Siqueira. Indicação do próprio Antônio.

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