Sabedoria oriental reinventa mercado da telefonia móvel

Por Bruno Mendes

O mercado de telefonia móvel vem se reinventando a cada ano que passa, principalmente quando o assunto são aparelhos. Novidades são lançadas com muita rapidez e diversificação. É fácil encontrar no mercado aparelhos com características parecidas e aplicabilidade similar.

Mas a expansão da telefonia não se restringe apenas à funcionalidade dos aparelhos. Suas inovações ultrapassaram barreiras e foram encontrar novos desafios do outro lado do mundo. Um “boom” de aparelhos oriundos do oriente abalou os fabricantes de celulares, mas não pela qualidade, sempre disputada por marcas famosas, e sim pela versatilidade. Recheado com muitas disputas judiciais e artimanhas dos comerciantes internacionais, a expansão dos fabricantes orientais teve como grande motivador a disputa entre serviços de operadoras móveis.

Cada facilidade oferecida por uma operadora era facilmente melhorada por outra, que sempre era superada por uma terceira, fazendo com que os consumidores analisassem a situação como um benefício concedido sem querer. Muitos usuários deixaram a fidelização de lado e passaram a ter dois ou mais celulares, cada um com operadoras diferentes e com serviços e vantagens que lhe atendiam as expectativas de modo quase que total.

Para suprir a falta de espaço e a necessidade de ter vários aparelhos, a ideia de um celular que atendesse a duas operadoras de forma simultânea soava como a resolução de um grande dilema: “Sair com todos os aparelhos ou escolher apenas um?” Mas como cada escolha implica em uma renúncia, a qualidade foi deixada de lado. Aparelhos com preço muito abaixo de mercado, vendidos em feiras livres nas ruas, sem nota fiscal e com diferenciais como televisão integrada e gratuita fizeram dos famosos aparelhos “xing-ling” uma febre.

Com o passar do tempo, os problemas iam surgindo. Talvez neste momento, os grandes fabricantes acordaram para a necessidade atual de seu público: versatilidade. Há pouco tempo me recordo de apenas um modelo que atendesse a dois chips, mas custava caro para os padrões de consumo brasileiro.

Recentemente vários modelos foram lançados com o sistema similar ao adotado pelos orientais, só que desta vez, o aparelho vem acompanhado com garantia de fábrica. É claro que alguns aspectos tiveram que ser suprimidos para ter boa aceitação de um público que é cada vez mais objetivo. Hoje é fácil encontrar modelos básicos no que tange funções, mas com dupla aceitação de operadoras.

Seria talvez, o momento de reinventar outros setores da economia? Qual setor será o próximo a sofrer mudanças bruscas como estas?

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Sobre Bruno Mendes

Administrador pela Faculdade de Alagoas, pós-graduando em Gestão Estratégica de Empresas e Marketing pelo Centro de Ensinos Superiores de Maceió.

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