Social Games Marketing: a mais nova categoria do marketing

Por Thiago Stanisci

Social games já são boas estratégias de marketingHá mais ou menos um ano, cheguei em casa e vi minha mãe no notebook.

Ela disse para mim:

- Filho, tem um joguinho muito legal aqui no Facebook, onde você monta sua casinha. Mas para comprar itens, precisa passar o cartão. Você me empresta e eu te dou o dinheiro?

Naquele momento a curiosidade despertou. Afinal, que jogo era aquele?

Quem seria o inteligente de prender a atenção da minha mãe em um tipo de game? Enfim, era o início da PetVille, da empresa Zynga. E sabem por que o jogo prendeu a atenção de uma pessoa com mais de 50 anos e um pouco avessa a tecnologia? Porque é possível compartilhar com os amigos e criar uma competição saudável de “quem tem a melhor fazenda, casa ou circo”.

Mas por que toquei nesse assunto? Na revista Info deste mês saiu uma matéria voltada para os jogos sociais. E pasmem: a Zynga passou a Electronic Arts em ativos.

Existem mais duas empresas no mercado de jogos sociais: a VostuMentez. A Mentez é produtora do jogo Colheita Feliz, e seu presidente disse a seguinte frase: “Nessa indústria, entre 3% e 4% são os que compram créditos. Isso representa entre 750 mil e 1 milhão de pessoas. Se fizerem uma transação por mês, no valor de 2 reais, a receita giraria entre 18 e 24 milhões de reais por ano. Mas é bem mais do que isso”, disse.

Interessante, não? Estamos falando de 3% dos usuários. Ou seja, um nível extremamente baixo e totalmente tranquilo de atingir. Mas as empresas que produzem jogos sociais não estão voltadas somente para esse tipo de comércio. Atualmente quem tem o jogo Café Mania nos aplicativos do Facebook, pode comprar uma máquina que solta latinhas de Guaraná Antárctica. Não foi informado o valor da negociação, mas é bem provável que tenha sido um valor bem alto. E o melhor: uma excelente ferramenta de marketing.

No mesmo dia que li a matéria, ao chegar no trabalho, três pessoas comentavam sobre essa tal “máquinha de Guaraná” no jogo.

Segundo um estudo da Digi-Capital, especializada em empresas de tecnologia, o mercado de jogos online e para dispositivos móveis passará de 19 bilhões de dólares no mundo (2009) para 44 bilhões em 2014, representando cerca de 50% do mercado.

Com as informações acima, podemos constatar algumas hipóteses:

  • Surgiu um novo modo de anunciar os produtos;
  • Empresas como Nintendo, Electronic Arts e tantas outras que produzem games devem se atentar bastante. A realidade dos jogos sociais se aproxima bastante dos jogos de console e de PC. Sem sombra de dúvidas é uma severa ameaça.
  • Surgimento de empresas que negociam esses tipos de produtos para games sociais, bem como o surgimento de mais pelo menos uma centena de jogos por mês. Os detalhes separarão os melhores.

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Sobre Thiago Stanisci

Formado em Marketing e no sétimo semestre de Administração pela Universidade Nove de Julho. Bancário, apaixonado por marketing digital, blogueiro, webdesigner e fascinado por leitura.

2 comentários

  1. [...] pelo menos uma centena de jogos por mês. Os detalhes separarão os melhores. Veja o original em: http://www.pontomarketing.com/marketing/social-games-marketing-a-mais-nova-categoria-do-marketing/#i… ou nos siga no Twitter: @pontomarketing Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial [...]

  2. THT disse: - Responder

    Discordo que empresas grandes devam sentir-se ameaçadas com isso. São públicos completamente diferentes. O jogador de um jogo famoso, como Skyrim, por exemplo, é diferente de um jogador de social games que joga aquilo no tempo vago.
    Caso ocorra uma mudança tecnológica que permita jogos com engines mais desenvolvidas atuando nas redes sociais, esses mesmos jogos teriam de mudar sua categoria para atrair o público gamer (não o de redes sociais).
    Os clientes procuram benefícios diferentes dos que receberiam jogando Zelda ao optar por jogar um jogo da Zynga no Facebook.
    São mercados diferentes.

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