Pequenas empresas: criatividade vende?

Criatividade, como todos sabem, é um dos elementos que pode gerar ótimas vantagens competitivas para uma empresa. E quando se trata das pequenas empresas, isso fica mais evidente. Em certos casos, ser criativo é a única coisa que resta para o pequeno empresário lutar contra as gigantes do mundo corporativo.

Usar da criatividade não significa investir altas somas de dinheiro em inovações tecnológicas mirabolantes ou divulgações esdrúxulas, cheias de cores e com um jingle do tipo “chiclete”. Justamente por isso é que a boa aplicação da criatividade na pequena empresa, especialmente no marketing, é tão vantajosa para seus gestores. Atitudes simples podem gerar impactos muito positivos e aumentar a rendabilidade com o mínimo de investimento.

Duvido você me dar um exemplo!

Dou sim. Essa eu vi no Pequenas Empresas, Grandes Negócios, o melhor programa sobre empresas da tv brasileira.

Um empresário de São Paulo tem uma lanchonete que vende as melhores esfiras e outros produtos de origem árabe da região, segundo ele. Para chamar a atenção das pessoas que passam todos os dias na frente da loja, um produto bem brasileiro faz parte da sua estratégia de marketing.

Todos os dias o empresário prepara dezenas de coxinhas de frango. Mas ele não as vende, ele dá as coxinhas de graça! É isso mesmo, ele entrega as coxinhas, mas para isso a pessoa tem de ir até o fundo da loja, passando por todos os produtos lá expostos. Enquanto o possível cliente degusta o salgado, os atendentes apresentam os produtos que são vendidos, e é difícil alguém sair de lá sem comprar. Isso se deve principalmente por conta de dois fatores:

  1. Os produtos devem realmente ser bons. Pela tv, pareceram bastante atrativos;
  2. O outro fator, que considero mais forte, é que as pessoas se sentem na obrigação de compensar a gentileza do comerciante em oferecer tão saborosa coxinha sem nada cobrar. Então fazem isso comprando algo da loja. Como o custo das coxinhas é bem mais baixo que o dos produtos principais, a estratégia acaba compensando. A mesma coisa fazem os comerciantes daquele centro de produtos artesanais que tem em Natal/RN (se você é de Natal, por favor me informe o nome desse local). Se você deixar, eles te entopem de castanha e cachaça. Você fica com vergonha de sair de lá de barriga cheia e mãos vazias. Quem explica isso é a psicologia aplicada ao marketing.

Ser criativo não dói, não é pecado nem demanda altos custos. Precisa sim de tempo, esforço, várias tentativas e persistência.

Você tem aplicado a criatividade na sua empresa? Como? Conta pra gente nos comentários!

Artigo sugerido por Felipe Aron.

Sobre Gabriel Galvão

Administrador habilitado em marketing, consultor de marketing, desenvolvedor de sites e blogs, editor do blog e palestrante.

6 comentários

  1. É exatamente isso que penso e vejo em certos lugares.

    Um outro exemplo é uma casa de doces caseiros em Águas de São Pedro. Para atrairem clientes, ele simplesmente ficam na porta oferecendo diversos doces SEM CUSTO Algum e educadamente os convida para ver seus produtos na loja.

    Eu, como cliente/consumidor, tinha passado na frente, e nem pensei em entrar. Mas depois de provar e ver a educação da pessoa, resolvi entrar, afinal “não custava eu ver”.

    Lá dentro fui super bem atendido, e inclusive ganhei mais guloseimas – licor de cacau – e não só uma vez – foram 2x – mesmo eu não demonstrando intenção alguma de comprar.

    FINAL DA HISTÓRIA: Acabei comprando um pote de doce de leite com ameixa, e depois disso, SEMPRE que vou lá, SEMPRE compro doces com eles – e APENAS com eles.

    Ou seja, ganharam um cliente, me fidelizaram, estou muito satisfeito e o melhor: Sem custar nada nem pra mim, muito menos para eles, faço um marketing viral para conhecidos !!

    Quem ainda não conhece a loja eu recomendo. Não lembro o nome, mas é só andar na calçada da avenida principal que você certamente será “parado” pelo “docinho grátis”

    • Felipe,

      Sua sugestão de artigo está fazendo o maior sucesso. Muito obrigado e continue participando do nosso blog!
      Apesar de não gostar muito de doces, o meu preferido é justamente o doce de leite com ameixa.

      Abraços e sucesso!

  2. Aqui em Goiânia tem um vigia de carros, na porta de um famoso lugar de diversão, onde tem sinuca e boliche. Ele se veste bem, usa colete, quando alguem estaciona, ele dá boa noite, oferece balinhas e deseja uma boa diversão. E ele realmente vigia os carros, ja procurei saber e ele não é vigia contratado, trabalha ali por conta própria. Geralmente algo que não gostamos de pagar, mas a gente fica constrangido com a educação e cuidado que o moço tem. Ele ja é bem conhecido ali na área.

    • Nadima,

      Como dito no artigo, esses empreendedores nos pegam pelo coração. Quem valoriza o trabalho deles não resiste e acaba comprando os produtos ou serviços desses vendedores gentis. É uma tática quase que infalível no Brasil.

      Sucesso para você!

  3. Concordo plenamente com o texto e com os comentários, essas técnicas de venda, são quase infalíveis mesmo, quando a cada dia isso fica mais raro, quando se acha alguém com esses dote para a boa educação, agente se sente na obrigação de recompensar, seja pelo ótimo atendimento ou pelo caloroso obrigado “verdadeiro”. Isso não se limita apenas para o off, vejo alguns blogueiros como exemplo mesmo o Gabriel, que não fica enchendo o twitter de promoções, ele nós ganha com sua dedicação e atenção, já disse isso para você no MSN. Parabéns pelo post.

    @onmaker

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