140 caracteres para a Presidência

Sugestão do Everton Helfstein

A pesquisa “140 caracteres para a Presidência” demonstra uma falta de estratégia dos candidatos que irão concorrer à Presidência do País, e um trabalho muito superficial nas mídias sociais, principalmente no Twitter.

A análise teve foco em como os candidatos interagem com os eleitores, a quantidade, horário e frequência de tweets, crescimento de followers e following, análise de background e como são realizadas as interações com os usuários da rede.

Foram utilizadas apenas ferramentas gratuitas de monitoramento e mensuração, que podem ser acessados por qualquer pessoa na rede: www.twittercounter.comwww.tweetstats.comwww.search.twitter.com.

Foram analisados os perfis de todos os candidatos à Presidência que possuem conta nessa rede. José Serra (@joseserra_) é o candidato que está a mais tempo no twitter, enquanto Dilma (@dilmabr) foi a última a iniciar o trabalho.

O maior erro é a falta de interatividade e a subutilização do twitter apenas para postagem de informações. As interações em tempo real praticamente não existem. Marina Silva (@silva_marina) peca por respostas muito impessoais, @joseserra_ twitta em horários de pouco acesso à rede, 86% dos seus tweets são feitos de madrugada, enquanto @dilmabr acaba não se aprofundando nas interações e focando em agradecimentos a menções de outros usuários e mobilização de campanha.

Os candidatos Levy Fidélix (@levyfidelix) e José Maria Eymael (@eymael) acabam se preocupando muito em buscar seguidores, muitas vezes sendo questionados na própria rede sobre a utilização de scripts automáticos para o aumento de followers.

Zé Maria (@zemaria_pstu) utiliza sms para twittar, mas apenas para twittar notícias, as interações são realizadas em outros horários pela web, perdendo um tempo precioso. Plínio Sampaio (@pliniodearruda) está com uma dificuldade grande em se adaptar à linguagem do twitter e, principalmente, aprender a utilizar as ferramentas disponíveis. Confunde-se ao utilizar o retweet e escreve muitas urls e @s errados.

Aparentemente os candidatos ainda não entenderam a importância das mídias sociais e o poder do twitter. O usuário do twitter já está acostumado a interagir com empresas, marcas, artistas, amigos, colegas de profissão, num universo ilimitado baseado em conteúdo e interatividade. Os políticos precisam seguir os exemplos de quem entrou na rede e obteve sucesso. Este caminho que os candidatos trilharam muitas empresas já fizeram e falharam. Precisam de conteúdo relevante, transparência e disponibilidade. É necessário monitorar, mensurar, interagir, descobrir quem é que está do outro lado e entender que está numa plataforma da web 2.0. Não podem pensar no twitter apenas como uma forma de conquistar mais votos, essa pode ser apenas uma consequência, seria o mesmo que uma empresa entrar no twitter apenas para vender seus produtos.

A presença da maioria dos candidatos já é algo de muito valor e permite um debate direto com os eleitores. Há um enorme potencial para fortalecer a democracia, para abertura de debates e para uma inédita aproximação com o eleitorado.  As mídias sociais, a exemplo do que já aconteceu nos EUA, terá papel decisório nas eleições do País.

Os twitters dos candidatos são:

Veja a íntegra do artigo aqui: Twittubando

Sobre Gabriel Galvão

Administrador habilitado em marketing, consultor de marketing, desenvolvedor de sites e blogs, editor do blog e palestrante.

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