Carolina Lima fala sobre a relação entre Twitter e empresas

Por Roberto Tostes

Como acabar com sua #empresa em apenas 140 caracteresEla é jovem, mas já tem uma carreira marcante, focada em mídias sociais, e soube transformar sua pesquisa para a faculdade numa criativa ação de mídia social que virou um livro. Confira nesta entrevista o perfil da Carolina Lima, analista de redes sociais do Senac-SC e autora do livro Como Acabar Com Sua Empresa em Apenas 140 Caracteres, essa tuiteira multimídia e multitarefa, apaixonada por redes sociais e internet.

Ponto Marketing – Na sua carreira você acabou mudando de diretora de arte para analista de mídias sociais. Como aconteceu esta paixão pela ferramenta e esta mudança de foco?

Carolina Lima – Em 2008 fui no Encontro Locaweb em Curitiba com a empresa onde trabalhava. Eu já gostava da internet e redes sociais, vi uma palestra da Martha Gabriel e voltei pra Floripa querendo mudar o mundo! Comecei implantando as redes sociais no Senac. Meu TCC, que era sobre linguagem corporal na propaganda, acabou sendo sobre os equívocos das empresas no Twitter.

Com a ajuda do Marcelo Tas na divulgação da pesquisa do meu TCC, meu trabalho teve 30.000 visualizações no SlideShare. Escrevi um livro, sai da área de Criação e acabei me dedicando à área de redes sociais na Administração Regional do Senac/SC.

PM – O Brasil está entre os países com maior número de usuários e tuitadas. A que você atribui o sucesso do Twitter no nosso país?

CL – O brasileiro, além de gostar de novidades, também gosta de estar por dentro do que está sendo utilizado no exterior. Um exemplo disso foi o Orkut: após um determinado período o brasileiro já era um dos que mais utilizavam a ferramenta. Assim não poderia ser diferente das demais redes. Quando a hashtag #calabocagalvao foi parar no topo dos Trending Topics mundiais no Twitter, aquele foi o primeiro indício de que os brasileiros já estavam marcando forte presença também no Twitter.

PM – Para pesquisas e dados do livro, você usou a própria rede para levantar informações sobre a relação empresas x consumidor. Como foi essa experiência de contato direto com as pessoas?

CL – Como esta pesquisa veio do meu TCC e eu não tinha tantos contatos assim, comecei pedindo ajuda a alguns usuários formadores de opinião. Entre eles Martha Gabriel, André Telles e também ao Marcelo Tas. Quando o Tas divulgou o link da minha pesquisa, além de eu ter quase desmaiado de felicidade, em poucas horas de 200 questionários respondidos pulou para 1200 respostas! E aí com a ajuda desses usuários acabei conhecendo muita gente bacana que me ajudaram em todo processo.

PM – Desde que você lançou seu livro muita coisas vêm acontecendo na web. As pessoas e as empresas estão sabendo usar melhor o Twitter?

CL – Ao mesmo tempo que podemos observar várias ações fantásticas, nos deparamos também com ações absurdas e empresas completamente despreparadas para esta era da comunicação digital. O que mais tem hoje são usuários dizendo que trabalham com redes sociais e agências que se dizem digitais sem profissionais realmente competentes para gerenciar um perfil empresarial. Gostar de falar sobre seu dia-a-dia e conversar com seus amigos nas redes sociais não significa ter aptidão para trabalhar na área. É preciso ter muita responsabilidade, conhecimento, paciência, saber lidar com as pessoas, saber se comunicar, interagir, manter a postura diante uma crise, saber resolver problemas e ter bom senso!

PM – Em uma de suas apresentações você afirma que, para as empresas, o trabalho em rede social é a longo prazo e que é preciso ter estratégia. Mas o Twitter é uma ferramenta muito rápida e limitada em espaço de texto. Como equilibrar isso?

CL – O Twitter é sim uma ferramenta rápida na comunicação, para quem acompanha e também para quem gera conteúdo na rede. Porém, não podemos esquecer que não é porque o Twitter é uma ferramenta ágil que nossas ações, retorno e interações serão rápidas também. Todo o processo de se inserir nas redes, gerar um conteúdo bacana, conquistar seguidores, criar experiências aos usuários e fazer os mesmos interagirem com sua marca pode demorar.

PM – O Facebook vem mudando muito sua interface e o Google também entrou forte com o Google Plus. Estes dois grandes nomes da web podem ameaçar o futuro do Twitter de alguma forma?

CL – Tudo tem sua fase e seu momento. Com o passar do tempo, se a ferramenta não se atualizar e acabar surgindo novas midias com novas propostas, o ciclo de vida dela pode chegar ao fim. Mas temos que ficar atentos às tendências e ao que está vindo por aí, além de parar de ficar perdendo tempo tentando adivinhar qual rede pode acabar, e apostar no que dá certo hoje!

PM – No Linkedin há um recomendação citando você como um exemplo de sucesso da  web generation. A que você atribui as conquistas e reconhecimento que você teve até agora?

CL – Acho que por eu estar sempre conectada e trazendo as novidades ao meu dia-a-dia e também pela minha hiperatividade e vontade de colocar tudo o que vejo em prática, as pessoas em minha volta me enxergam dessa maneira :)

PM – Hoje em dia na web fala-se muito da importância do marketing pessoal, tanto para profissionais quanto artistas, empreendedores, pequenas empresas e outros. Que conselhos você daria para as pessoas usarem o Twitter como ferramenta de apoio?

CL – Sempre digo isso: é preciso ter bom senso! O único problema do “ter bom senso” é que muitos acham que têm, e na verdade são poucos que realmente têm consciência e pensam em suas ações.

É preciso cuidar do que é publicado, não aborde assuntos polêmicos, não fale mal de ninguém, não publique constantemente, poluindo assim a timeline alheia, NÃO DIGITE E M CAIXA ALTA (pra quem não sabe isso é o mesmo que gritar na internet). E claro o mais importante: nada de publicar fotos agarrado com uma absolut vodka, okay?!

Gostei do livro! #Euquero

Quer mesmo? Então tuíte ou dê RT na frase “Li a entrevista da Carolina Lima e estou concorrendo a um livro sobre o uso do Twitter! http://bit.ly/sys1VZ. Não inclua as aspas. Sorteio é amanhã (11/11/11). Participe!

Sobre Roberto Tostes

Publicitário e escritor. Formado em Comunicação Social pela UFF – Rio de Janeiro. Atualmente dá assessoria em estratégias de comunicação, projetos editoriais e marketing digital.

3 comentários

  1. Danilo Sousa disse: - Responder

    Uma excelente profissional, pessoa, colega e companhia em eventos. Beijo Carol! Excelente entrevista Roberto. Parabéns!

  2. Parabéns Roberto, ótimo entrevista.

    Este tema, apesar de ser muito abordado, na minha opinião, nunca havia lido algo tão “descontraído”.

    Mais uma vez, parabéns…

  3. [...] Carolina Lima fala sobre a relação entre Twitter e empresas [...]

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