Eleições nas redes sociais: os comitês virtuais

Por Priscila Magalhães

Em época de eleições, não é novidade que as redes sociais são o mais novo instrumento de comunicação para o candidato e o eleitor disseminarem suas opiniões. Você, como um candidato que se preza, está agora marcando uma árdua presença em seu Twitter, seja divulgando seus projetos ou interagindo pacientemente com seus eleitores? (Mesmo todos nós sabendo que quando passar este período, você sumirá). Sabe aquela página do Facebook que te sugeriram semana passada? Ela se autodestruirá em alguns poucos dias.

Já não bastasse isto, há o surgimento de perfis de grupos apoiadores, dos quais muitos gratuitamente retransmitem as ideias de seu candidato. Agora, além daqueles “santinhos” de papel que você às vezes recebe obrigatoriamente e que de nada mais servem do que para poluir cada vez mais sua cidade, você encontra virtualmente com um cartaz na sua página de recados. E, quando você menos espera, eis que na sua timeline:

“Acessem e deem RT para mudar o futuro de nossa cidade! Vamos combater a violência! Vamos melhorar a educação! – www.ofazedordepromessas.com.br

(De uma vez por todas: Não adianta pedir para dar RT, só o farei se fizer por merecê-lo.)

Tá cansado de escutar aquela paródia esquisita, cujo carro de som passa pela sua casa pelo menos umas 5 vezes por dia? Cuidado… já acessou seu orkut hoje?

Agora além da rua, também sou bombardeada no meu computador. Me sinto tão invadida por tanta informação, de tanto candidato… que acabo por não saber em quem acreditar e em quem votar. Será que estas estratégias estão sendo bem pensadas? Será que existe algum planejamento de segmentação de público ou estão atirando para todos os lados mesmo?

Eu penso que não adianta muita coisa o fato de estar participando das redes sociais para apenas dizer que estar lá, sem ter um foco.

Falar é fácil; o difícil mesmo é ser ouvido. Profissionais do marketing político digital: creio que ainda há tempo para socorrer alguns pacientes.

Ainda bem que sei que isto tudo é passageiro. E as promessas também.

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Sobre Priscila Magalhães

Amante da comunicação e viciada em redes sociais, é Publicitária formada pela Universidade de Fortaleza e Pós-Graduanda em Marketing pela Universidade Federal do Ceará.

2 comentários

  1. Hélcio Leão disse: - Responder

    Sem qualquer apologia,mas a campanha da Dilma é ministrada na internet pelo mesmo grupo que sabiamente conduziu a campanha de Obama nos EUA e aqui ta indo muito bem a dela,a começar pelo belo web site.Qnt a vc se sentir sem privacidade é normal em época de eleição,vai da sua percepção seletiva agora eliminar naturalmente oq não te interessa.
    Sim,não há qualquer planejamento por parte da maioria dos candidatos.Fizeram mesmo perfis em reses e midias sociais para tentar,sem qualquer direção,ganhar votos. FATO !!

    @helcio84

  2. Como o Hélcio falou, a Dilma conta com a Blue Digital, mas existe uma diferença absurda entre Brasil e EUA, tanto política quanto social. Só pra se ter uma ideia, menos de 1/4 da população brasileira tem internet em casa (IBGE). Os candidatos têm seguido o script das redes sociais em termos de atualização, alimentação de conteúdo, mas ainda não sabem (ou não têm interesse) em interagir.

    Priscila, eu não recebi nenhum tweet ou recado no estilo “santinho” de candidato (ainda bem), mas quase todo dia recebo um reply com “se seu candidato precisa de marketing político. ligue XXXX”. Juro que tenho vontade de ligar só pra dizer “não é assim que se faz!!!” ¬¬

    Pra decidir meu voto, tenho acessado mais os sites dos tribunais eleitorais, governamentais, portais de transparência e de notícias do que a rede de algum candidato. =P

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