Redes sociais: Engajamento é revista de consultório

Suas redes sociais são como revistas de consultório?Por que empresas de todos os tipos, portes, áreas de atuação, nacionalidade e etc e tal estão investindo nas redes sociais? Para fazer negócios.

Fazer negócios é, em última instância, vender o que quer que seja que estão oferecendo, produtos ou serviços. Aí vem o profissional de comunicação em redes sociais e oferece altas taxas de engajamento. Bacana, mas isso resolve a questão do cliente? Ou, em outras
palavras, engajamento vende?

Depende… Engajamento por si só é apenas uma parte da questão. Não é o todo, não é o principal, não é o Holly Graal das redes sociais. Engajamento é um dos passos. Um deles.

Se transpusermos as ações de comunicação nas redes sociais para o mundo offline, substituindo-as por revistas impressas a título de comparação, poderíamos dizer que as revistas com maiores taxas de engajamento são aquelas dos consultórios médicos, sabe? Ficam na mesinha ao lado do sofá e são lidas por centenas de pessoas enquanto esperam sua vez de ser atendidas. Mas, quem leu essas revistas estava interessado realmente em seu conteúdo? Efetivamente curtia o assunto da revista e, por consequência, estaria
aberta a ser impactada pelas propagandas destas revistas? Muito provavelmente não.

Então, conteúdos altamente engajáveis, que geram grande número de likes, comentários e compartilhamentos são como revistas de consultório, um montão de gente até “folheia” aquele conteúdo, mas vão prestar atenção na mensagem embutida?

Está mais do que na hora de dar o último passo, que é medir (e principalmente gerar) conversão. As ações de comunicação e marketing nas redes sociais tem que vender o que as empresas oferecem. Esse é o objetivo dos nossos clientes, fazer negócios. É preciso que as estratégias criadas e implantadas pelos profissionais de redes sociais foquem na conversão, esse é realmente o objetivo que deve ser perseguido.

E aí, você tem convertido bem? Ou está plantando revistas em consultórios?

Sobre o autor: Luiz Cazarré tem experiência de 25 anos em planejamento estratégico, criação publicitária e desenvolvimento de negócios para clientes nacionais e internacionais. Possui longa atuação em agências de propaganda online e offline, unindo as atividades de planejamento e criação com a atuação como consultor de marketing, comunicação e mídias sociais.

Fonte da imagem: Health

Sobre o(a) autor(a)

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4 comentários

  1. Se me permite uma opinião a respeito, noto a falta de foco até mesmo em anúncios televisionáveis, percebe-se vários assuntos no mesmo anúncio e no final de tudo o foco ou o produto em questão com pouco destaque. Vejo muito destes anúncios em revistas e em TV. Nota-se que este esta sendo o padrão de exposição nos anúncios no mercado. Hoje o público/consumidor é exigente, objetivo e focado. Não querem perder tempo com enrolações no marketing direto e/ou indireto. Deseja-se custo e benefício interessante, sem perdas para ambos os lados; oferta e procura. Espero não ter sido redundante como consumidora exigente. Foco com inteligência e objetividade, com valores apropriados, chamam a atenção de consumidores exigentes.

  2. Cazarré disse: - Responder

    Olá Claudia, muito interessante sua abordagem, procurarei abordar todos os pontos na mesma ordem em que os colocou.
    Essa falta de foco na estrutura e mesmo na linguagem da comunicação publicitária que você citou muitas vezes é técnica e proposital. Ela visa primeiro ganhar a atenção do telespectador, depois atingir um grau de conexão com o mesmo, para depois efetivamente passar a mensagem comercial do anúncio. Justamente os dois elementos iniciais (chamar a atenção e conectar) são aqueles que mais vemos ser abordados nas redes sociais, o que falta é justamente o passo final, passar a mensagem comercial de maneira funcional (e, como eu propus no artigo, mensurar tecnicamente o retorno desse esforço, para avaliar a conversão do mesmo).
    Essa mudança de paradigma que você aponta na relação consumidor/propaganda é, em grande parte, causada justamente pelo advento da Internet e das mídias sociais. Hoje o consumidor quer uma mensagem mais rápida, em todos os sentidos. Ele quer ver logo do que trata a abordagem, entender a oferta feita, e quer ainda facilidade para agir (consumir, no caso), se for de seu interesse.
    Nossa obrigação, como profissionais de marketing e comunicação, é formatar a mensagem considerando todos esses passos, facilitando ao público-alvo que possa realmente consumir aquilo que lhe interessa.
    O que eu reafirmo é que precisamos (os profissionais do mercado) prestar atenção nas ações, dentro da comunicação, que levem à conversão. Afinal, com inteligência e objetividade (palavras suas que tomo emprestadas), poderemos alcançar a conversão da comunicação em negócios, agradando tanto aos nossos clientes como a seus (potenciais) consumidores.
    Obrigado pelo comentário, abraços.

  3. Muito esclarecedora a sua abordagem sobre os meus comentários. Obrigada pela retorno Cazarré ! . Abraços.

  4. Cazarré disse: - Responder

    Estava assistindo um painel da Campus Party recente, e no meio da conversa foi abordada exatamente a questão central desse artigo, vejam aos 36 minutos e 6 segundos, aqui:

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