Igreja Internacional das Mídias Sociais

Por Gabriel Galvão

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Muitos heavy-users de mídias sociais têm essas ferramentas como sendo sua religião, sua devoção, quase que uma razão de vida. Dedicam tanto tempo tuitando, dando check-in, postando fotos e comentando coisas que isso chega a me impressionar (Outro dia vi um cara falando no Twitter que está muito triste no enterro da avó. Mesmo com a tristeza não deixou a rede social de lado). Um amigo meu mora dentro das redes sociais, indo visitar as pessoas no mundo físico só nos finais de semana.

Mídias sociais e recursos semelhantes são complementos nas nossas vidas, mas não o essencial. Mesmo usando muito tais ferramentas (e eu também uso pra caramba), temos de ter a noção de separar o que é e pode continuar sendo digital e o que sempre foi e sempre será parte da vida palpável e cotidiana. Estamos constantemente nas redes sociais para todo tipo de interação digital possível, mas no final das contas ainda temos que ir visitar os pais, levar as crianças na escola, escolher presente de aniversário e enfrentar problemas que não têm como serem resolvidos via wi-fi.

A parte digital das nossas vidas é muito bonita e interessante, mas não podermos esquecer que não estamos limitados a 140 caracteres e que ainda há muito a se fazer e evoluir na boa e velha inspiração chamada “vida normal”.

E que Deus abençoe teus perfis, onde quer que estejam!

Fonte da imagem: post-gazette.com

Sobre Gabriel Galvão

Administrador habilitado em marketing, consultor de marketing, desenvolvedor de sites e blogs, editor do blog e palestrante.

3 comentários

  1. Gabriel, você é ÓTIMO!! hahaha
    Adorei o post, como sempre arrasando no senso de humor, sem deixar de lado a seriedade que a discussão exige!
    Esta questão de viver o online e esquecer-se da “vida real” é algo muito discutido e que gera opiniões bastante controversas. Penso que, como tudo na vida, há que se buscar o equilíbrio e sempre ter em mente que a vida (a vida de verdade mesmo) acontece aqui fora!
    Parabéns pelo texto!
    Super beijo!

  2. Gabriel, tu tens razão quando diz que devemos separar as coisas. As mídias sociais complementam e ajudam, e muito, a comunicação entre as pessoas, mas não podem substituir os relacionamentos interpessoais. Fico impressionada como algumas pessoas conseguem interagir tanto nas mídias sociais e, ao mesmo tempo, viver, desfrutar as coisas no mundo offline. Não sou dona da verdade, mas, ao que me parece, isso está muito relacionado, também, à imagem que se quer manter no meio virtual. A pergunta correta, ao meu ver, seria: como justificar para seus amigos, seguidores e sei lá mais o quê que você ficou tanto tempo (horas, dias, …) afastado das mídias sociais? Ou, como você ainda não sabe daquele assunto super twittado e que todos já conhecem? Isso é inadmissível para algumas pessoas. Bem, a análise vai de cada um, mas eu me pergunto todos os dias aonde essa “loucura virtual” vai levar.

    Abraços.

    • Oi, Alana!

      Interessante sua reflexão. Existe sim esse outro lado, o da manutenção da nossa vida social digital. Até onde isso ganha importância em nossa vida em geral vai depender de cada um. O melhor é tentar equilibrar e tirar o que há de bom nos dois lados.

      Abraços e até mais!

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