Mídia social não é profissão
Por Cleyton Carlos Torres
Não, não é. Críticas e apelos à parte, mídia social nunca foi uma profissão. Nunca foi, digamos, uma carreira. Há uma enorme banalização com o termo social media e seus respectivos especialistas de plantão, os chamados “GIL” (Gurus de Internet Locais). Existe um em cada esquina, um em cada contexto e um visionário em cada evento de comunicação digital.
O que realmente ocorre é que a web 2.0 é tão democrática que tem projetado esse efeito colateral por parte de certos usuários: ela democratizou até a banalização generalizada. Qualquer indivíduo que acesse freneticamente redes e mídias sociais se considera, atualmente, um profissional extremamente bem qualificado e pronto para agir em multinacionais com centenas de milhares de funcionários e colaboradores. E o pior: há empresas que acreditam nesses agitadores.
Ser usuário compulsivo de determinado sistema não o habilita, necessariamente, que você esteja ou seja capaz de criar um plano de mídia específico para uma determinada ação, traçar cenários ou agir em caso de uma crise institucional gerada nas redes sociais.
As mídias e redes sociais foram banalizadas por terem fácil acesso, sendo gratuitas, disponíveis para que qualquer pessoa as utilize por uma, duas ou quinze horas por dia (dependendo da gravidade do vício), criando naturalmente um conhecimento profundo de suas ferramentas. Uma pessoa crê ser um profissional único, exclusivo, capaz de sanar problemas e maximizar lucros só porque passa o dia todo no Orkut, no Facebook ou no Twitter.
Engajamento
A palavra de ordem no mundo das redes e mídias sociais é engajamento. De nada adianta um bom conteúdo, uma boa visibilidade, uma página extremamente bem desenhada e milhões de visitantes únicos se a empresa não está verdadeiramente comprometida com suas ações no digimundo.
Entretanto, mais importante do que ter comprometimento (engajamento) para com as redes e suas empresas, é criar laços com você mesmo, estabelecer metas para sua vida profissional. Mídia social, por si só, não é profissão, não constrói carreira. A social media deve estar inserida em um contexto de espaço-tempo certo, para só assim ser eficaz e determinante nas ações midiáticas de uma companhia.
Mídia social não faz milagres. Mídia social não trabalha sozinha. Ser apenas um usuário de mídia social não o habilita a criar campanhas e sair veiculando idéias “revolucionárias” em nome da sua empresa.
Sim, pode ocorrer. Mas responda rápido: quais são as ações em social media de empresas como Google e Apple? Quase nenhuma. Das empresas que realmente focam essas novas mídias, como Skol e Gatorade, quais saíram criando perfis em todas as redes sociais? Quais contrataram “especialistas” em social media? Nenhuma. Para toda empresa séria, mídia social é assunto sério. Para todo profissional sério, mídia social é ferramenta de trabalho e monitoramento de marca, não um entretenimento que o certifica a ser mais um guru de internet local.







@Cleyton
De fato, há um cenário de banalização da profissão. Contudo, conheço pessoas altamente qualificadas atuando como analistas de mídias sociais. A pesar de não haver uma certificação formal ainda, há várias formas de especializar-se.
O problema problema da banalização é culpa de nossa cultura. Todas as profissões enfrentam problemas com maus profissionais.
Gostei muito da provocação para que tanto as empresas quanto os próprios profissionais pensem melhor no real perfil de um “profissional” de mídias sociais.
Abs,
@Murilo__Lima
É exatamente nesse ponto que eu quis tocar: fazer uma provocação frente ao comodismo de empresas e profissionais.
Como há uma demanda muito grande por essas novas tecnologias, há os gurus que se aproveitam para maquiar números e vender planos milagrosos de ações em social media.
Obrigado pelo comentário!
Abs
… eu concordo e discordo, em partes … até pq, NINGUÉM é dono da razão … logo, aqui vai minha opinião sobre o assunto do post…
Redes sociais vieram pra ficar, e ponto! … pelo menos até a segunda ordem …
Como qualificar esse tipo de profissional?
Como identificar, com ou sem diploma na mão, um “profissional” para Midias, Redes, Sociais?
Vamos dar um exemplo …
Qdo surge algo novo, um video game, um carro, algo que realmente seja novo, mas que qualquer pessoa tenha acesso …como funcionaria o “ENSINAMENTO” desse “algo novo” por parte de quem cria tal produto ou serviço?
Falo mesmo da parte de mostrar pra alguem, como funciona tal coisa …
Quer dizer …
Surgiram as redes sociais …
Algumas pessoas, justamente aquelas que não podem ver nada novo que ja vão comprando, utilizando, se ESPECIALIZANDO, começam IMEDIATAMENTE a utilizar tal ferramenta, tal tecnologia, enfim … (o profissional de mkt sabe do que estou falando e sabe exatamente o nome que damos para este segmento de “consumidor”)…
Passam a ser OS PIONEIROS, pelo menos no que se diz respeito a UTILIZAÇÃO de tal ferramenta, tecnologia …
Oras …
Se as redes sociais foram criadas …
Alguns se “viciaram” nestas …
Hoje, DOMINAM praticamente qualquer assunto nestas redes …
Pq não qualifica-los?
CURSOS, FACULDADES, enfim?
Qdo o Cleyton escreveu:
“… Ser usuário compulsivo de determinado sistema não o habilita, necessariamente, que você esteja ou seja capaz de criar um plano de mídia específico para uma determinada ação…”
Claro que não, até mesmo pq a colocação esta errada, no meu ponto de vista …
Pq? .. Vamos lá …
Duas coisas …
Primeiro …
Quem cria esse plano, é o profissional de MARKETING … ou PUBLICIDADE .. enfim … alguém realmente capacitado, estudado … que ocupa um cargo acima desse cara que gerou o post, o SIM ou NÃO, profissional de Midia Social …
Então ja temos ai um sinal de que uma pequena confusão esta instalada em seu texto Cleyton …
Segundo …
Ninguém mais do que o “usuário”, entende e sabe sobre o que é CAPAZ, uma “droga” …
Quer dizer …
Se o usuário compulsivo não for aquele mais indicado para “PILOTAR” tal “nave”, quem mais seria?
Caros, vejam bem …
Este usuário deve sim ser qualificado por alguma instituição que realmente o mostre quais são as melhores praticas, o que fazer, o que não fazer qdo o assunto é “pilotar” estas ferramentas em social network …
Este mesmo cara ai, CLARO, deve ser “CONDUZIDO” por um “Han Solo” … que nada mais é do que um PROFISSIONAL DE MARKETING, ou a agência que cuida da conta de tal empresa, enfim …
Sim Cleyton, o “profissional” de Mídia Social existe, ele apenas ainda esta sendo confundido com um entusiasta, um curioso … whatever …
O mesmo acontece em outras tantas profissões …
Existem falsos médicos operando …
Existem mecânicos curiosos …
Existem até pessoas que acreditam, lendo livros de Kotler por exemplo, que estão habilitados para desenvolver e gerir campanhas, ações de mkt para a sua pequena empresa …
Cabe a nós, usuários frenéticos ou não das tais Redes Sociais, iniciar um movimento para SEPARAR, QUALIFICAR e CREDITAR profissionais para tal fenômeno sem volta, até o presente momento …
Eu conheço vaaaaaaaaaaaarios destes casos que citei acima …
Jovens que com uma ou duas máquinas na mão, fazem o trabalho de um departamento inteiro …
Então se bem “conduzidos” são um fenômeno com tais ferramentas nas mãos …
Simplesmente pq AMAM o que fazem e a web 2.0 é tão incrível e sensacional qto esses jovens… que estão, ao invés de ficar nas ruas, tornando-se um futuro NADA promissor, se interessando e movimento esse mercado ….
Parabéns pelo post … o blog esta mto bom tbém!
Grande abraço e fica ai a reflexão do dia!
- Redes sociais vieram para ficar e, como dito no Digital Age 2.0 na semana passada, estamos reescrevendo a história. Pelo menos até segunda ordem, como você muito bem disse.
- Planos de mídia são realizados pelos mais diferentes profissionais. Durante o evento, o profissional que foi mais mencionado como um integrante da publicidade e da comunicação digital no futuro foi o especialista em estatísticas. Diferente, não?
- O profissional de mídia social existe, sim. Existe a área de social media em expansão nas empresas. Meu ponto foi exatamente como isso está sendo banalizado. Na minha visão, coloco mídias sociais como ferramentas importantíssimas para com a comunicação digital.
- Mídia social, sozinha, não faz nada. Mídia social, sozinha, não faz milagres.
- Concordo em gênero, número em grau quando você menciona que precisamos separar os “tipos” de profissionais.
- E o ponto geral do artigo foi que nem só porque uma pessoa assiste todas as edições diárias de novelas ela é capaz de escrever um roteiro de sucesso. Nem porque adoramos e “temos” sempre uma formação melhor da seleção brasileira nós conseguiríamos ser campeões do mundo. Ou seja, nem só porque alguém é “viciado” em social media ela é capaz de implantar isso em uma empresa.
Obrigado pelo comentário! Excelentes pontos de vista!
Abs
Eu aqui de novo !! Nem tem que colocar nem tirar de suas palavras.Perfeita colocação,mas convenhamos né, o cara que consegue um emprego nesse “ramo” é um “artista” ! rs E a empresa que tem milhares de seguidores sem ter a competencia para agir como promete é realmente comum esse fato.Pra estar nesse digimundo tem que estar sempre DIGEVOLUINDO (passagem de um digimon criança para a faze adulta) e aprimorando as interações entre seus consumidores. Não pude resistir à brincadeira.
@Helcio_Batera
Muito boa a comparação! =)
Há muitas empresas que querem milhões de seguidores no Twitter, por exemplo. Mas vale muito mais possuir 2.500 seguidores realmente ligados à marca do que 600 mil sem o menor interessa em trabalha junto à sua empresa.
Obrigado pelo comentário!
Abs
Muito bom (e um tanto quanto polêmico) seu post.
Concordo que não é qualquer usuário compulsivo por redes sociais que deve ter a ousadia de se considerar um analista nas redes, e capaz de tomar a frente da comunicação de multinacionais.
Mídia Social por si só realmente não é profissão. Mas é fato de que toda grande organização deve estar inserida de alguma forma nas redes sociais. Querendo ou não, os consumidores estão lá. E estão falando dela.
Portanto julgo necessário uma equipe responsável por essas atribuições. Não apenas um “usuário compulsivo”, lógico. Mas um profissional que entenda de comunicação, marketing, gestão e, acima de tudo, esteja engajado com os propósitos da organização.
E acredito muito mais em monitoramento de redes sociais e relacionamento com o público através delas, do que proprimente ações promocionais que a utilizem.
É uma questão de adequação às novas formas de comunicação.
Obs. Matéria do site “É11″
http://www.e11.com.br/2010/08/midias-sociais-ganhe-de-r-1-000-a-r-10-000/
Abraço!
Sensacional: vale muito mais profissionais competentes e que saibam os valores da empresa do que simples usuários frenéticos que nem imaginam quais são os princípios da corporação.
Como mencionei, muitas empresas que usam mídias sociais levam o assunto extremamente a sério. Empresa séria trata a social media de maneira profissional e, principalmente, com profissionais.
Obrigado pelo comentário!
Abs
Fantástico o Post, e parabéns ao blog, muito bom o conteúdo.
@Nettonews, muito interessante sua avaliação, acredito que você conseguiu ponderar os dois lados da moeda, o dinamismo gerado pelos entusiastas e o Norteamento proveniente dos profissionais de marketing.
Todo “garoto” geração Y, entusiasta e apaixonado pelo universo da web 2.0, pode se tornar um diferencial para as empresas que entendem seu potencial e norteiam suas ações embasadas em estratégias sérias de marketing e relacionamento.
Talvez o ponto chave da abordagem do @Cleyton seja para que observemos essas diferenças entre os profissionais que surgem para essa área. Discernir e orientar as capacidades de quem está controlando sua imagem na rede é fundamental, orientar para o uso coerente e estratégico é o passo seguinte.
Parabéns a vcs também @Nettonews, @Murilo_Lima e @Hélcio_Batera, me orgulho da web 2.0 quando vejo posts como esse e comentários como o de vcs.
Grande Abraço a todos
Concordo: quando vemos comentários de alto nível ficamos mais dispostos em contribuir com a web 2.0.
Muitos jovens podem revolucionar a empresa, mas precisam de treinamento, responsabilidade e disciplina. Precisamos estudar, estudar e estudar a social media. É um tema extremamente novo que precisa ser revisto e analisado o tempo todo.
Obrigado pelo comentário!
Abs
É isso ai Paulo …
A web 2.0 é pra isso mesmo …
O mundo vem se transformando …
Tenho certeza que o Cleyton entendeu nosso ponto de vista …
A real é que esses carinhas, (me incluo nessa) são bons … acontece que sem uma boa orientação, sem um profissional realmente habilitado no comando, podem e invariavelmente fazem algumas besteirinhas e tals …
E outra …
Midias e Redes Sociais são TATICAS de ESTRATÉGIAS de um PLANO DE MARKETING … que é feito por um profissional de Mkt … ou pelo menos deveria …
Assim fica mais facil entender que esse “Y”, faz parte do “time” que comanda tais estratégias …
Coisas do mkt …
Esse profissional é ABSOLUTAMENTE necessário … então vamos “formar” esses caras … Vamos torna-los ferramentas importantes no processo de marketing das empresas …
“Usuário” frenético sabe das coisas .. mas não deveria liderar projetos e campanhas que passam por midias e redes sociais, por exemplo …
Isso é papel do profissional de mkt …
SIM, qualquer um pode fazer … com base em cases de sucesso, por exemplo, BUT, é como entregar seu carro ao curioso ou entusiasta … sei la, acho FAIL …
Eu sou profissional formado, e hoje sei da importância da instituição de ensino …
Quer uma outra discussão boa?
(olha eu fazendo post dentro dos comentários do Cleyton … Sorry my friend!)
O assunto da regulamentação do profissional de marketing …
Nossa, ja deu o que falar …
Afinal, quem pode construir uma ponte?
Quem pode operar uma pessoa?
Quem esta habilitado a cuidar de um animalzinho de estimação?
Isso ainda vai longe …
Existem atividades que grande parte das pessoas acreditam não precisar de uma qualificação por parte de um instituto … o que esta errado no meu ponto de vista …
Se vc é bom, então prove para a instituição e deixe que ela o certifique e diga que vc é SIM, vc é um profissional gabaritado para exercer tal função …
Senão vira Brasil né!
kkk
Enfim …
Mto bom post, mto boas as reflexões aqui instaladas …
Esse é o espírito!
Abzz
Excelente quando o assunto gera assuntos! rs São as maravilhas infinitas da web 2.0!
Você mesmo mencionou: são ferramentas essenciais, ou seja, são aliados, não garantia de que as ações darão certo ou que social media seja certeza de carreiras astronômicas.
Creio muito que são ferramentas, aliados, redirecionamentos, e não apenas um modismo passageiro. Jamais!
Obrigado pelo comentário!
Abs
[...] View original post here: Mídia social não é profissão « Ponto Marketing | Artigos sobre … [...]
Agora com ponderações sem brincadeiras,acho que no mundo atual,de diversidade enorme em campos e areas de atuação,a profissão,por exemplo: GERENTE DE MÍDIAS SOCIAIS; não seria nada absurdo ao meu ver colocar um “cara” especialmente só para essa função.Delegar a ele toda a interação.
Tudo bem,pode ser ele e a equipe.Mas na atual conjuntura das redes sociais e suas complexibilidades aflorando a cada nova versão,não acharia errado ter um setor para isso,um profissional nessa área.Pois nós temos profissões até mais…Digamos,excentricas como um profissional em organizar armarios,closets e afins.A derivação de funções do mundo atual,ou seja,a divisão de trabalho assim como nas industrias antigas (fordismo por exemplo),cada pessoa exerce um papel expecifico nesse nosso mundo pós-moderno.
Acredito que aqueles que expandirem esse negócio,os “aproveitadores” (no bom sentido), aqueles que buscam inivações em brechas dadas pelo próprio mercado,sairam vitoriosos com certeza.
@Helcio_Batera
Hoje mídias sociais fazem parte das estruturas de muitas empresas. Mas devemos estar atentos que grande corporações (Apple e Google, por exemplo) não são fanáticos por tais tecnologias.
O gerenciamento deve ser feito por profissionais capacitados, com múltiplas formações e origens, não são profissionais que “acham” possuir toda a bagagem necessária.
Obrigado pelo comentário!
Abs
[...] Read the original here: Mídia social não é profissão « Ponto Marketing | Artigos sobre … [...]
Muito bacana esse artigo, e concordo plenamente contigo, nao basta ficar somente na net batendo papo e visitando orkuts dos outros, esse tipo de relacionamento nao “vende” e nao divulga marcas e serviços. é preciso uma formação academica para fazer esse tipo de trabalho, é conectar todas as ferramentas e saber usa-las.
Parabéns pelo texto, a gente se vê por ai!
Exato. O estudo, principalmente relacionado à comunicação, não deve jamais terminar. Apenas bancos universitários e cursos complementares não garantem bons profissionais, mas profissionais gerados somente no “achismo” da web 2.0 também não são suficientes.
Obrigado pelo comentário!
Abs
Ser viciado em redes sociais não habilita nenhum indivíduo a criar planos e estratégias de mídia, tem que se ter um embasamento teórico e prático que só uma faculdade e o mercado de trabalho vai proporcionar , além de buscar especializações em cursos, workshops e MBA’s. Pelo menos aqui em Fortaleza é a sensação do momento na Publicidade as instituições de ensino oferecer cursos e MBA’s nessa temática, sorte nossa. Enquanto isso, nosso mercado ainda aposta pouco nesses novos canais de comunicação, alô! Empresários vamos abrir a mente para novas oportunidades de negócios.
Exatamente! Além da formação que você mencionou, muitas empresas ainda não investem com ousadia. Se uma empresa for tratar social media da mesma maneira que trata a mídia analógica, é melhor nem entrar nesse ramo!
Obrigado pelo comentário!
Abs
É excelente ler, além do post. Comentários e respostas úteis.
Da marca: Acredito que usar as mídias sociais como estratégia de marketing, alinhando constante as informações fornecidas e trocadas nelas, podem render bons frutos a qualquer marca.
Do profissional: Ser curioso, participativo e constante no ambiente digital, são características que devem ser levadas em conta, mas principalmente a bagagem mercadologica e experiências com ações digitais.
Ao meu ver esse é o perfil do profissional da área, gosta de internet, gosta de se relacionar e gosta de interagir com pessoas e marcas no ambiente online. Não basta apenas ter um Twitter, Orkut ou Facebook para se relacionar com seus amigos e dar reply em mensagens do tipo “bom dia”. Isso pode ser feito por telefone e por outros meios.
Alguns ainda confundem o twitter como um grande diário a céu aberto.
Esse profissional existe sim e até sabe usar as ferramentas que tem para o seu próprio marketing pessoal, mas ainda está em formação e existem poucos qualificados para levar o nome de uma marca nas costas e ser responsáveis, por um perfil em redes sociais.
Acredito que “Mídia Social” é o “Gerente de Marcas” do passado, no meio digital.
Mas ainda assim deve existir uma equipe para que esse trabalho seja bem feito, com planner digital, mídia, analista de marketing, inteligência de mercado, pesquisa etc. O “Mídia Social” sozinho por mais qualificado que seja, não consegue monitorar, desenvolver e colocar em prática todo o plano.
DISCORDO ABSOLUTAMENTE – O marketing como se conhece hoje foi definitivamente reformulado pelas “mídias sociais” e por aqueles que realmente as usa, não por esporte, mas por entender e compreender a importância da informação rápida e ágil, sem tempo para “pensar, analisar e tentar entrar na cabeça do consumidor.
SINTO MUITO… O SR. NAO DEVE SER DA GERAÇÃO Y NÉ?
Opa, você tem todo o direito e o dever de discordar, sempre! Mas, gostaria de pedir que releia o artigo, talvez de maneira um pouco mais aprofundada.
Sobre o questionamento, sim sou da geração Y. Pela minha idade e pelo uso que tenho de tais ferramentas eu seria taxado de geração Y.
Mas o que é geração Y? Aliás, X, Y e Z? Você se prende a tais termos? O que é geração Y? Um garoto de 20 anos que não usa a web por não viver em uma metrópole não é da geração Y? Um senhor com mais de 40 anos que faz total usufruto da internet não é um geração Y só por sua idade?
Conhece nomes como Walter Longo, Rene de Paula, Brian Solis ou Luli Radfaher? São “heavy users” como dizem, mas não possuem idade para pertencerem à geração Y. Isso os desqualifica? Isso impede que trabalhem com mídias sociais?
Releia o texto. O artigo não menciona que as mídias sociais não têm importância. Menciona que os usuários compulsivos pensam que tal mídia é um profissão só por saberem usar.
Um conselho: estude um pouco mais os termos antes de sair aplicando em tudo que é fórum. Obrigado pelo comentário! =)
Cleyton, entendo muito bem o seu ponto de vista, pois o mesmo aconteceu com a criação e produção de web sites, onde muitos profissionais desqualificados, inclusive sobrinhos dos donos de empresa se apresentavam para fazer o trabalho.
Penso que o profissional de Marketing, competente, experiente e com aperfeiçoamento em Marketing Digital e algum conhecimento de tecnologia da informação e sociologia (em especial antropologia) é a pessoa mais qualificada para atuar em projetos que envolvem redes sociais, mas devemos lembrar que tudo isso é muito recente, por isso muitos aprendizes de feiticeiros estão atuando por ai. Em pouco tempo, o mercado por si só vai aprender a separar o joio do trigo e reconhecer as empresas e os profissionais qualificados.
Att.
Nei Grando
http://www.twitter.com/neigrando
Uma das melhores definições que já li: com o tempo o mercado saberá separar o joio do trigo. É o que eu penso. Tudo isso é muito novo para classificarmos e taxarmos.
Obrigado pelo excelente comentário! =)
Cleyton e leitores, um outro ponto que devemos considerar é que para qualquer trabalho como o de um projeto para Mídias Sociais, assim como para o desenvolvimento de um sistema de software para web, requer uma equipe de profissionais e não apenas um. Por exemplo: um que entenda a necessidade do cliente/negócio/produto outro que atuará como o arquiteto da solução, outro em design, outro em programação (se for o caso), alguém para acompanhar o projeto, documentar e fazer os testes (se houver programação). Além disso são necessários profissionais que acompanham as mídias antes, durante e depois da campanha, utilizando ferramentas, fazendo métricas. Ou seja, atuando em equipe o profissional não precisa ser um gênio, basta ter as competências necessárias para o seu papel no projeto.
Att. @neigrando
Concordo com o Clayton.
Sou de Goiânia, Goiás e mesmo tendo investido cerca de 12 mil reais em cursos na área de mídias sociais em 2010 (ESPM, Search Labs, Social Media, Circuito 4×1, EDTED etc), sou obrigado a “achatar” preços cobrados por serviços em função no alto número de “especialistas social media” por aqui.
Ah… e além dos cursos, ainda existe o valor mensal de graduação em Marketing na Estácio de Sá.
O triste é ver empresários, donos de empresas bem estabelecidas, caírem nesse tipo de “conto do Vigário”.
No entanto, tenho a certeza de que continuar me especializando vale a pena e num futuro não tão longínquo o próprio Mercado se encarregará de filtrar os bons profissionais dos ruins.
Aproveito e peço permissão para divulgar o post no meu blog (citanto a fonte e autor, é claro!).
Valeu e abraços!
Olá André,
É por ai mesmo. Enquanto houver pessoas vendendo rótulos, haverá gente comprando. O que temos que fazer é nos aperfeiçoarmos (de verdade) cada vez mais e mais.
Esteve no Search Labs 2010? Também estive. Foi um excelente evento.
Citando a fonte, fique com total liberdade para reproduzir o artigo!
Obrigado pelo comentário! =)
Até que enfim alguém teve coragem pra escrever isso. Quem é publicitário de verdade, e não “marketeiro” está de saco seco dessa putaria que estão fazendo com as redes sociais na internet.
Parabéns pelo post!
Tinha muita gente jogando confete nas redes sociais. Já tava na hora de começarmos a mudar isso.
Obrigado pelo comentário! =)
Muito BOM!
=)
Realmente, Cleyton, não é sendo um viciado em social media que você vai saber fazer um planejamento estratégico, ou criar uma campanha. Mas também não podemos, de jeito nenhum, subestimar a experiência com as ferramentas.
Por coincidência, hoje eu tuitei algo relacionado a isso:
@felipecaroe Realmente: só saber usar as Mídias Sociais não te faz um gestor de Mídias Sociais. Mas sem ser expert em uso, não serás também.
Quer dizer: a democratização das ferramentas (e sua banalização) fez com que todos tivessem acesso a esse convívio, conhecimento de ferramenta. E isso é muito bom, inegavelmente. Conhecimento deve ser pra todos. Mas ninguém deveria contratar uma pessoa que só compreende esta perspectiva de uma gestão de marca.
Por outro lado, o fato de que tu tens um diploma de PP ou RP, e um BootCamp de planejamento não significa nada na comunicação digital – NADA mesmo – se tu não tens conhecimentos básicos no manuseio de Redes Sociais. Se tu sabe o básico, mas não é habituadíssimo ao uso dessas ferramentas, não se arrisque a coordenar uma campanha do gênero.
Permitir que um profissional pouco especializado em mídias sociais realize estas tarefas, apenas por que ele tem experiência com planejamento, é o mesmo que permitir que um viciado em internet o faça, se ele não tiver conhecimento na disciplina.
No fim das contas, concordo inteiramente contigo: não é uma disciplina. É um diferencial, uma especialização.
Um abraço,
Felipe Caroé
Exato Felipe, penso um pouco por esse linha.
O que eu sempre digo é que as empresas precisam contratar alguém que tenha um ótimo conhecimento de social media, mas que elas também devem ter em mente que por mais expert que esse profissional seja, sempre haverá um garoto de 20 anos que supere esse profissional na questão do uso, da usabilidade, mas dificilmente em sua aplicação.
O que impacto nesse texto é sobre alguém que ama ver propagandas e achar que é um publicitário, ou alguém que ama tirar rachas achar que é um ótimo piloto de F1. Ser apenas heavy user não garante que seja um profissional.
Obrigado pelo comentário! =)
Sem contar, que muitas empresas ainda não tem a ideia do poder da mídia social, e mesmo assim querem ter uma presença como dizer, observadora… pagam para ter seus perfis administrados, mas sem uma estratégia definida, sem uma real interação com as pessoas.
É o que mais acontece por aí. Não criam um planejamento e nem um gerenciamento, mas acham que construindo milhares de perfis é “estar” na social media.
Obrigado pelo comentário! =)
segundo artigo que eu gosto de voce cleyton! tbm sou historiadora mas fiz o caminho inverso, primeiro historia depois marketing. rs realmente eu já me deparei com muitas pessoas que acreditam que apenas usar as mídias sociais traz conhecimento. mas não é bem assim. li na revista consumidor moderno uma materia sobre as falácias sobre as redes sociais e grande parte das coisas que estao ali acontecem. Não é porque voce tem muitos seguidores que seus produtos irão vender. Não são todas as empresas que focam vendas nas redes sociais, mas pricnipalmente procuram acrescentar a sua imagem e por incirvel que parece humanizar as relacoes com o publico.
ser extremamente divulgado na internet não é garantia de meta, uma pessoa que trabalha com marketing apenas tem uma plataforma mais barata e mais simples a sua disposicao para cumprir objetivos que qualquer departamento de marketing tenha, é preciso observar quais sõa os obejtivos.
pode ser que eu queime a minha língua mas será que ninguém viu que o belas artes vai fechar? foi até TT no twitter, no entanto ninguém apareceu para “salvá-lo”.
afinal qual era o objetivo de tamanha divulgação? informação?
quantas pessoas será que vão bno especial de ultima semana ? ai sim, se lotar quem sabe…
abracos a todos
Podemos apontar como exemplo o case da política nacional e as mídias sociais. Só porque lá fora deu certo, todos os políticos brasileiros queriam o mesmo.
Não importava se você mensurava todos os resultados bonitinhos e demonstrava como a campanha estava indo bem, pois a pergunta era sempre a mesma: “quantos seguidores eu tenho no Twitter”.
Aí você demonstrava mais dados concretos da campanha na web e o político virava para você e dizia: “que legal, mas quantos seguidores eu tenho no Twitter?”.
Vivi isso pessoalmente. Era ridículo. Mas é o que todos pensam: mídias sociais valem ouro. Quero só ver. Todos quebraram a cara. =)
Obrigado pelo comentário!
[...] This post was mentioned on Twitter by Dani Franco and others. Dani Franco said: RT @ju_rocha10: Mídia social não é profissão. http://ht.ly/3Bhf0 [...]
[...] Mídia social não é profissão. | | Compartilhar | 0 Comenarios | Comentar | | | [...]
[...] Muita calma nessa hora! Isso não quer dizer que todos devem atropeladamente criar perfis nas redes sociais. Definitivamente não. A palavra de ordem é planejamento. Saber o quê e como fazer é importante. O fato de serem usadas pela maioria dos internautas não significa que as empresas podem utilizá-las sem o mínimo de estratégia. É nesse contexto que surge o analista de mídias sociais. [...]