Mídias sociais: Telefonia cara atrapalha o desenvolvimento

Artigo meu originalmente publicado no blog Liso Sapiens

Charlene Li já disse: a mobilidade ajuda a impulsionar o crescimento das redes sociais. Com dispositivos móveis, usa-se mais as redes e fica-se mais exposto às mídias sociais. Dessa forma, as estratégias baseadas em redes sociais ganham força e real impacto sobre o consumidor. Mas, vivendo num país com uma das telefonias mais caras do mundo, os esforços de marketing em mídias sociais têm condição de crescer?

Segundo a ONU, o Brasil tem o 4º serviço de telefonia mais caro do mundo. Internet móvel custa os olhos da cara. WAP nem se fala. Na outra ponta, em países como EUA empreendedores lucram horrores com mídias sociais porque milhares de pessoas as usam de seus smartphones todo tempo. É barato e divertido para quem usa e gera resultados para quem fornece. Porém, enquanto o cenário brasileiro não se alterar, por aqui o público para as mídias sociais em dispositivos móveis ainda será restrito.

Ao baratear o serviço de telefonia, em especial o uso da internet móvel e WAP, abre-se uma oportunidade imensa para as agências que usam das campanhas digitais. Ao mesmo tempo, as empresas de telefonia celular lucrariam muito em quantidade, pois acredito que a adesão por planos que permitissem mandar mensagens para o Twitter, Facebook e companhia seria em massa. Eu mesmo adotaria.

Fica aí a sugestão e a esperança: que um dia as empresas de celular tomem ciência do potencial das mídias sociais e permitam que o povo possa fazer dos aparelhos móveis verdadeiras ferramentas de entretenimento e lucratividade.

Sobre Gabriel Galvão

Administrador habilitado em marketing, consultor de marketing, desenvolvedor de sites e blogs, editor do blog e palestrante.

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