Olha para as minhas redes sociais, idiota!
As empresas estão disputando a tapas a atenção dos consumidores na chamada web 2.0 e suas redes sociais. Algumas estão disputando a tapas, literalmente, já que tempo é um artigo de luxo que não mais existe, restando apenas atrair a atenção ou, no mais, atrair a própria atração, com o intuito de que os usuários se sintam confortáveis em participar das ações da empresa.
Ora, nem mesmo mais a atenção é possível de se fisgar. Quem atraia a atenção de maneira eficiente era a televisão, jorrando conteúdo a todo instante sem dar ao menos 1 segundo de folga, sem permitir que o telespectador respirasse ou pudesse refletir se realmente desejava ou não aquele conteúdo. Não havia possibilidade de interação e nem de atração. A atenção era sequestrada de forma primitiva.
Não, não fale em controle remoto. A maioria das pessoas ligava a TV como algo auxiliar, uma companhia que não parava de falar. Muitas nem sequer olhavam para a TV assim que chegavam do trabalho, mas a ligavam para se sentirem “por dentro” do mundo, a ligavam para que “algo” fizesse barulho e companhia. Controle remoto, nesse contexto, é mera peça agregada.
E com o mundo cada vez mais digital e interativo, tempo e atenção são artigos inexistentes. Ninguém mais tem tempo de sobra ou se foca em apenas uma coisa. A solução? Atrair o usuário para participar da sua promoção, da sua ação. Mas isso não significa laçá-lo e disputá-lo centímetro a centímetro na web. A maioria das empresas se sente cool em ter contas nas redes sociais e tratam os consumidores como meros telespectadores, como se não houvesse interação.
Errado. Grande parta das ações na web ainda tentam atrair a atenção, sem ao menos convidar o consumidor para o debate, sem chamá-lo para jantar, sem bater na porta. Ninguém mais suporta interrupção forçada, e toda e qualquer ação que for considerada desse segmento será automaticamente evitada, não por maldade, mas por pura mecânica humana atual.
Tratar o usuário de rede social como público de massa é um erro primitivo. Ele não é massa, ele é segmento, é nicho, é particularidade. Tem nome, e-mail, Facebook, blog e uma disposição enorme de evitar publicidade perturbadora. Tratar o usuário como massa é como dizer “olhe minhas redes sociais, idiota!”.








Ton, acho que foi um grande desabafo seu não?! Porém você não deixa de estar correto. Na maioria das vezes perdemos por perturbar o leitor em potencial e se isso acontece, ele perde a paciência e não te lê mais.
Adorei o artigo. Acho que todo jornalista deveria estudar mais sobre sociedade de massa e entender o que significa.
Pois é, Tamyris. A gente tem visto tanto lixo que não pude deixar de lembrar da famoso frase: “é a economia, idiota!”. Aí surgiu o título do texto. =)
[...] o usuário como massa é como dizer “olhe minhas redes sociais, idiota!”. Veja o original em: http://www.pontomarketing.com/midias-sociais/olha-para-as-minhas-redes-sociais-idiota/#ixzz1LyWF9W7V ou nos siga no Twitter: @pontomarketing Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial [...]