Quando as redes sociais dominam sua vida
Artigo meu originalmente publicado no portal Agenda Marília
Antes de tudo, quero agradecer ao Cazão pelo convite feito para participar deste belo portal. Após ver a qualidade dos profissionais envolvidos e a seriedade com que é tratado o conteúdo, não tive como recusar. Obrigado!
Mas, vamos lá…
Eu nunca fui fã do Orkut. Por mais que tentasse, não tive motivação para manter um perfil dentro desta rede social por mais que 2 meses. Porém, já conheci gente que não podia ficar um dia sequer sem atualizar o status dentro da ferramenta, por mais trivial que fosse a mensagem ali postada. Todos as fotos de viagens e festas tinham por obrigação ser subidas para seus álbuns. Era quase uma relação de dependência.
Mas isso foi anos atrás. Hoje a coisa está bem pior!
Naquele tempo, o Orkut fazia o papel da única rede social com tantos recursos. Com o tempo, no entanto, surgiram outras como Facebook, Via6, LinkedIn e o danado do Twitter (que alguns dizem não ser uma rede social). Quem aderiu ao Orkut facilmente se inscreveu também nas outras. Se já tinha certo trabalho para atualizar a primeira, imagine as outras!
Com tantas redes para atualizar, e com a crença ilusória de que têm obrigação de fazer isso, muitas pessoas passam tempo demais na frente do computador. Começam a aparecer os casos de viciados em redes sociais que dedicam sua vida quase que exclusivamente a elas. Também surge a “polêmica”: devem as empresas deixar seus funcionários usarem as redes sociais (como se isso fosse fundamental a todas as atividades empresariais)? Enfim, é reflexo das redes dominando a vida de seus usuários.
Sobre isso, vou contar uns segredos aqui, mas não espalha, ok?
- Ninguém tem obrigação de aderir às redes sociais;
- Mesmo aderindo, ninguém tem obrigação de usá-las de hora em hora;
- Dedicar algum tempo para si mesmo, seja brincando com o cachorro, seja lendo um livro, tomando umas com os amigos ou correndo alguns quilômetros (como eu faço) é tão divertido quanto atualizar o Orkut (ou mais).
Por isso, não deixe as redes sociais dominarem sua vida. Existe vida inteligente fora da Internet!








Como sempre, muito bem explicado e bem escrito. O que tenho a discordar? Acho natural aquela empolgação em passar hoooras no Orkut quando ele estava iniciando. Era uma novidade, e tudo que é novo, diferente e bom faz com que nós criemos uma “relação” forte.
Só que muitos mantiveram essa tal relação, se tornando viciados, acreditando que era uma obrigação atualizar a página. Eu tive uma amiga que ficava doida! Ela só sossegava o facho quando lia os scraps que recebia!
E os álbuns, hein? Não sei se você é ligado em Orkut ainda, mas lembra que no começo ele só permitia 12 fotos? Quando liberou pra mais de 200, os álbuns viraram verdadeiros books. Ah! e todos com fotos photoshopadas.
É o ego. Se for falar de Orkut aqui e a relação do pessoal com ele, vai dar um livro. Não vou me prolongar, mesmo com vontade!
Meu abraço.
Flávia,
O Orkut, em seus tempos áureos, viciou muita gente, mas ainda tem sua parcela de atuação nas redes sociais mais famosas do Brasil. Os Orkuteiros brasileiros são os responsáveis por manterem ainda a ferramenta no ar (por enquanto).
Abraços!
É o óbvio que precisa ser dito, não é mesmo?
No trabalho de minha mãe, umas senhorinhas de 40-50 anos deixam de lado as tarefas domésticas para cuidar de sua fazendinha virtual no Orkut. ¬¬
Um ponto bem interessante brevemente levantado no texto é a questão de liberar o acesso às redes sociais nas empresas. Nem toda empresa precisa disso, ou melhor, nem todos os funcionários precisam. Segmentos que não lidam com público, não fazem relacionamento com cliente nem realizam promoções, p. ex, não tem necessidade alguma de ficar navegando nessas redes.
Num mundo ideal, todos poderiam acessar seus perfis a qualquer hora, mas se, neste mundo real em que vivemos, as pessoas não sabem administrar o próprio tempo, o melhor a se fazer é não arriscar.
Tatiana,
Administrar o tempo tem sido um problema para quem dá muita importância às redes sociais que possui. Quanto estão no auge da empolgação, deixam de fazer coisas importantes para concentrar energia em postar frases, subir fotos e comentar. As redes, quando atrapalham nossas vidas, são como um vício igual a qualquer outro.
Abraços!
São vários angulos,várias verdades. Não há, por regra,uma receita do que é certo ou não não é mesmo?! Cada um é responsável por sua verdade e assim a defende. Para uns pode ser normal estar nas mídias sociais como na interação real com pessoas. É como estar na rua o tempo todo deixando de fazer algo para estar com os amigos trocando uma ideia na rua. Não existe,se pensarmos filosoficamente, uma verdade “VERDADE” sobre tudo.
@helcio84