Itaú, o bebê risonho e o viral do viral
A onda do momento, o novo black, a tendência da próxima estação é o aumento da integração televisão/internet utilizando-se os virais da grande rede em comerciais.
Quem não riu com o comercial do banco Itaú usando o vídeo viral o bebê que dá uma gargalhada quando seu pai rasga uma folha de papel na sua frente? O vídeo, mesmo sendo grande sucesso no Youtube, estava sendo apresentado pela primeira vez para muita gente através da TV. Se você chegou recentemente de Marte e não viu ainda o vídeo viral, assista e saiba porque ele conseguiu milhões de visualizações até hoje.
Muita gente riu junto com o menininho, mesmo sem memorizar de qual banco se tratava (o que já está começando a ficar comum: comerciais onde a atração é o comercial em si, ficando a mensagem principal, ou seja, o produto, serviço ou marca divulgado, dificilmente é lembrado posteriormente).
A polêmica!
Ao assistir o comercial, muita gente reparou num detalhe que eu mesmo não tinha visto até então: ao fundo do vídeo existe uma almofada que tem um desenho de uma folha, a qual várias pessoas associaram à folha de maconha. Rapidamente surgiram diversos comentários e discussões muito importantes, apenas comparadas a debates altamente filosóficos como quem será o vencedor do Big Brother edição 298.153 e coisa do gênero. Como existe uma grande porcentagem de pessoas “à disposição do mercado de trabalho” e “sem subsídios culturais e estruturais para despender sua energia excedente”, assim como uma boa parcela de gente “altamente interessada em discutir a experimentação de entorpecentes leves e naturais”, criou-se um “viral do viral”. O vídeo, que já era sucesso na internet, através do comercial ficou ainda mais famoso e depois da associação dele a uma maquiavélica apologia às drogas foi que ele estourou. Todo mundo queria ver o vídeo do bebezinho que ri de um papel rasgado como se estivesse chapadão de maconha, conforme alguns dos comentários que você pode ler nos vídeos ou em outras fontes.
A explicação
O Itaú, por meio da agência que agora tem sua conta publicitária, se aproveitou da situação para convertê-la da melhor forma possível: criou um segundo comercial onde toda a polêmica é desvendada. Os pais do garotinho, de nome Micah, que já não é tão pequenininho hoje em dia, mostram a “almofada de maconheiro” e explicam que aquilo nada tem a ver com drogas ou coisa parecida. Veja o vídeo.
Ponto para o Itaú, e para a agência, que soube pegar a crista da onda e surfar mais um pouco, aumentando ainda mais a exposição da marca e tirando de letra a tal questão.
Não poderia terminar este texto sem uma observação: o que pensar de pessoas que dão muito mais valor a um possível símbolo de maconha que a uma gostosa e descontraída risada de criança?








A criativadade ainda cativa o consumidor.
Gostei mais dessa abordagem que da ideia da Nissan de “requentar” o sucesso dos pôneis malditos…
“maculou” uma propaganda que tinha tudo pra ser única… :/
Explorar todas as possibilidades sem saturar a ideia…gostei do Itaú nesse caso.
Oi, Di, tudo bem?
Concordo contigo: foi uma situação muito mais proveitosa que os incansáveis pôneis.
Um abraço!