Propaganda: o problema dos impressos
Por João Paulo Motta Fonseca
Outro dia estava à caminho do trabalho e parei num sinal. De repente, percebi meu carro entulhado de folders, flyers e todo tipo de material impresso (alguns de ótima qualidade, por sinal). Logo pensei:
“Quanto dinheiro para fazer esse material e tudo vai para o lixo.”
Não foi por maldade, mas é a verdade. Primeiro, porque ninguém gosta de andar com o carro cheio de papel; segundo, porque só estou no meu carro normalmente em três momentos do dia. De manhã, estou a caminho do trabalho e essa não é uma boa hora para ser atingido por propagandas, pois o sono só me permite prestar atenção no trânsito. À tarde, com certeza estou resolvendo algum pepino do trabalho, e essa também não é uma boa hora, pois o stress só me permite pensar em acabar com o problema e prestar atenção no trânsito. De noite, estou voltando para casa, e essa é a pior hora, pois não quero saber de nada, nem do trânsito. Só quero chegar em casa para descansar. E a papelada fica acumulada no carro, até ir de encontro à lixeira.
Acredito que a maioria das pessoas compartilha desse mesmo pensamento. Não que esse tipo de mídia impressa seja ineficaz, muito pelo contrário. Ela sempre teve seu papel fundamental e quando bem utilizada, ainda é uma forte arma de divulgação. Muitas vezes é necessário ter algo em mãos para que uma campanha alcance seu objetivo.
Porém, é preciso pensar bem antes de sair distribuindo panfletos por aí, achando que só isso é suficiente para ganhar a atenção das pessoas. Se não houver o mínimo de planejamento, todo investimento vai para o lixo, literalmente. Lixo esse que pode ser sido evitado pelas empresas, para que essas se tornem mais sustentáveis. Ao invés de investir em algo que certamente vai ser chamado de poluição, por que não substituir os impressos por peças virtuais? Computadores também geram poluição com o gasto de energia, mas isso nem se compara com o impacto causado pela quantidade de lixo gerado pelas mídias impressas, além do desmatamento para a produção de papel. Um email marketing bem direcionado para seu público é muito mais eficaz do que um flyer, que vai cair em mãos que provavelmente vão jogá-lo no lixo. Ou pior, vão jogá-lo em algum bueiro ou boca-de-lobo, agravando o problema das enchentes das grandes cidades nas épocas de chuva. Esse é só um exemplo de como pode ser benéfico evitar a mídia impressa desnecessária.
Outra coisa que pode ser feita para não desperdiçar o potencial do material impresso é criar campanhas onde haja a interação entre os mundos off e online. Por exemplo, uma promoção onde as pessoas recebem o impresso com dados para serem utilizados no site, blog ou redes sociais da empresa. Vai depender do contexto da campanha. E os resultados poderão ser mensurados, pois os meios digitais permitem esse controle. Dessa forma, o papel é bem aproveitado e por mais que ele vá para o lixo, a mensagem atingirá seu propósito de levar o público a procurar a marca. Além disso, já está mais do que comprovado que quando navegam na internet, as pessoas estão pré-dispostas a receberem as mensagens, pois estão fazendo algo que é do interesse delas. Elas dedicam seu tempo e atenção nessas horas. Por isso é tão importante saber aproveitar esse momento que pode ser o melhor para falar com seu público. Além de cooperar com a natureza, com certeza, é muito mais eficaz do tentar falar com alguém que está dirigindo.







Muito bom seu artigo, João!!
Um impresso isolado realmente é ineficaz.Sem o crossmedia fica difícil espalhar uma promoção e/ou ideia.
Sendo o impresso o melhor para os disigners ele deve ser bem aproveitado para que todo o talento e diferenciação de uma ação pela imagem ou pelo tipo de flyer (sua forma diferenciada) seja percebida.
@helcio84
[...] O artigo feito por João Paulo Motta Fonseca foi publicado no Ponto Marketing. Confira: http://www.pontomarketing.com/publicidade-e-propaganda/propaganda-o-problema-dos-impressos/#ixzz1Kva… Filed in: Presença [...]