Eleições 2010: a que ponto chegamos!

Por Leonardo das Neves

Eis que chega a data tão esperada no intervalo de quatro anos. As eleições estão batendo à nossa porta e, cada dia mais, me convenço de que o brasileiro não sabe usar o poder que tem nas mãos.

Não os culpo (me incluo nesse grupo), pois, mesmo se tivéssemos noção desse poder, os candidatos não fariam, atualmente, jus ao nosso maior bem, ao nosso direito. Em outras palavras, não têm respeito para com o nosso voto.

Por que não respeitam?

Ora, basta analisarmos o “time” de personagens que temos como candidatos. Não é difícil de lembrarmos-nos do Tiririca, Mulher-Pêra, Marcelinho Carioca, Alessander Vigna (marido da Mara Maravilha), Kiko e Leandro (ambos do KLB), Raul Gil Jr, Maguila, Moacyr Franco, dentre outros.

Infelizmente, eleição, no Brasil, virou sinônimo de “vida fácil”, uma forma de ganhar dinheiro sem fazer muito esforço. E, analisando o cenário brasileiro, é verdade.

O que mais me impressiona é que a maioria desses candidatos estão cotados para saírem vencedores em suas disputas particulares. Então, me pergunto: o erro é do candidato ou do eleitor, que aceita esse tipo de candidatura e até mesmo elege um desses personagens? Será que Brasil está em extinção com seus eleitores que pensam de fato? Será que é o fim da sociedade racional?

Acredito que o fator agravante de toda essa bagunça que encontra-se instalada no país é a falta ou limitação de instrução da maioria dos eleitores, ou até mesmo a falta de interesse para com o nosso futuro, do nosso país. É isso que faz com que haja cada dia mais personagens se candidatando e não pessoas engajadas com a política, com a vida pública, com os interesses da sociedade.

Julgo como inadmissível e um absurdo uma pessoa associar a imagem de um candidato à sua imagem como cantor, dançarino, comediante.  Será que estamos realmente preparados para uma mudança de comportamento e de visão, como todos nós queremos e como o mundo atual exige?

Então, por que não colocar como pré-requisito básico a candidatura de pessoas que tenham, no mínimo, curso superior completo? Por que não ter como obrigatório, um currículo na vida pública, uma atuação expressiva na sociedade em prol dela?

Estou discriminando? Talvez sim. Porém, isso é fruto do que o país está vivendo. Minha opinião é, na verdade, um desabafo de uma pessoa que, apesar da pouca idade, ainda acredita que há gente de bem e com ideais que vão de encontro com a necessidade da população. E acredito que muitas pessoas tenham a mesma ou similar opinião.

Chego a me sentir ofendido com tamanha discrepância com que somos tratados, nas entrelinhas, com essas candidaturas mirabolantes.

Saliento aqui que não tenho intenção nenhuma de criar um conceito pré-definido com relação à nenhum candidato. Não tenho nada contra ninguém. Só acho que, se temos o direito de escolhermos um representante popular que vá nos defender em decisões estratégicas, que esse (direito) seja realmente usado de forma consciente. De forma responsável.

E, para finalizar, deixo aqui uma mensagem que vi no twitter. Não citarei o nome (ou login) de quem veiculou, mas o que vale é o contexto e a conotação que ela tem.

“A liberdade política é a condição prévia do desenvolvimento econômico e da mudança social.” (John F. Kennedy)

Pessoal! Vamos fazer valer nosso voto. Por amor ao Brasil e ao nosso futuro, vote consciente.

Eleição, por mais que pareça o contrário, é coisa séria.

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Sobre Leonardo das Neves

Graduando em Relações Públicas pelo UNI-BH. Premiado por três vezes com o “Projeto Vitrine”, destinado aos alunos que se destacaram.

3 comentários

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by Íkoni Consultoria , Kelly Keiroz. Kelly Keiroz said: Eleições 2010: a que ponto chegamos! http://ow.ly/2N9oC [...]

  2. Você tem toda razão e concordo com cada palavra. Enquanto os empreendedores brasileiros se esforçam em busca da excelência, o meio político faz o caminho contrário.
    Nas palavras de um amigo meu: “entre votar num ladrão engravatado, prefere votar num ladrão engraçado”.
    Lamentável tudo isto.
    Abraço e sucesso!

  3. Muitíssimo obrigado, Adriano!

    É lamentável encarar essa realidade que estamos inseridos. Realmente, a esfera política corre no sentindo inverso ao dos negócios (empresas).

    Cabe a nós, eleitores, mudar esse cenário. Se todos quiserem, isso muda.

    Muito obrigado por comentar!

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