Sustentabilidade eleitoral na era digital

Por Leonardo das Neves

Ano de eleições… O que isso nos remete?

Analisando o histórico dos políticos e governantes passados e, atualmente, em tempos de “Ficha Limpa”, logo vem em nossa mente a palavra “sujeira”.

E é exatamente disso que esse artigo fala. Da sujeira que os candidatos têm espalhado na sociedade.

Calma… Sei que está um pouco confuso ou até mesmo óbvio demais.

Estou falando da sujeira de forma literal. Da poluição que os candidatos estão causando com os santinhos, panfletos, out-doors, plotagem… Enfim. Todo tipo de poluição que conhecemos e que lutamos para combatê-la.

O que espanta é que em plena era digital, onde tudo é disseminado, pesquisado, recebido e até debatido (lembrem-se do 1º Debate Virtual), ainda existem aqueles que insistem em poluir as cidades de onde vivem, sujando não só estas, mas também sua imagem como futuro representante popular. E o que espanta ainda mais é que estamos numa tendência de sustentabilidade em todos os atos do nosso cotidiano e até mesmo inúmeras empresas têm essa conduta, porém, não há freio nenhum que os impeça de fazer isso, deixando-os impune de qualquer penalidade. Além de ser extremamente irresponsável, é uma forma de “abordagem” muito cara. Se eles ao menos se importassem em reciclar esse material que é dissipado nas ruas, seria “menos pior”. Mas não! Fazem tudo sem a menor preocupação com o meio ambiente.

Será que falta um trabalho de um Relações Públicas para assessorar esses candidatos? Será que estes, como possíveis representantes da população, não pensaram em remeter suas campanhas voltadas à sustentabilidade? Acredito que esse tema já não é tão novo assim nas mídias, tanto virtuais quanto impressas.

Não seria muito mais ecológico ou até mesmo rentável, utilizar as mídias eletrônicas? Quem disse que o Twitter não é uma ferramenta de cunho organizacional/institucional? O Facebook seria um ótimo parceiro para auxiliar nessa abordagem, não acham?

Existem inúmeras ferramentas na internet que podem ser utilizadas também para disseminar informações de forma segmentada.

Tudo bem! Concordo que nem todo mundo está inserido nas redes sociais, ou na maioria delas. Mas a TV está aí pra isso. É um meio de comunicação em massa ainda hoje fortíssimo. O rádio, utilizado até mesmo em guerras e, ainda sim um velho e ótimo companheiro, poderia muito bem ser explorado nesse aspecto.

O fato é que, além de desinformados (ciberneticamente falando), os candidatos, em sua maioria, não pensam em sua imagem pública. Utilizam de meios arcaicos para atingirem um público que está “antenado” em tudo o que os permeia e, como se não bastasse, não preocupam-se com o futuro do meio ambiente.

Será que ainda terá solução para esse problema?

Pessoalmente, espero que sim. E rápido!

Leia mais artigos do Leonardo das Neves

Sobre Leonardo das Neves

Graduando em Relações Públicas pelo UNI-BH. Premiado por três vezes com o “Projeto Vitrine”, destinado aos alunos que se destacaram.

2 comentários

  1. Hélcio disse: - Responder

    Vale lembrar que não só o lixo como santinhos e banners e afins são um excesso,mas também a poluição sonora!! Vários e vários carros com sons altíssimos emparelhados e estalando em nossos ouvidos.Empurrando ouvido dentro seus jingles.Não basta só colocar no site para download e possobilidade de um player para ouvir? Vamos mudar essa cultura de época de eleição em que tudo é demais.

  2. Bem lembrado, Hélcio!

    Poluição sonora é, sem dúvida, um dos problemas mais crônicos dessa nova sociedade.

    Obrigado por comentar!

Deixe uma resposta




Marque para ser avisado de novos comentários via e-mail. Você também pode se inscrever sem comentar.